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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Anarquismo sem Hífens

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Há apenas um tipo de anarquista. Não dois. Apenas um. Um anarquista, o único tipo, conforme definido pela longa tradição e literatura da própria posição, é uma pessoa em oposição à autoridade imposta através do poder hierárquico do estado. A única expansão disto que me parece razoável é dizer que um anarquista se opõe a qualquer autoridade imposta. Um anarquista é um voluntarista.

Contudo, além disso, os anarquistas também são seres humanos e, como tais, contém as variedades infinitamente facetadas do caráter humano. Alguns são anarquistas que marcham, voluntariamente, à Cruz de Cristo. Alguns são anarquistas que se aglomeram, voluntariamente, nas comunas de figuras paternas queridas, inspiradoras. Alguns são anarquistas que buscam estabelecer as bases de uma produção industrial voluntária. Alguns são anarquistas que, voluntariamente, buscam estabelecer a produção rural dos kibbutzim. Alguns são anarquistas que, voluntariamente, buscam desestabelecer tudo, incluindo sua própria associação com outras pessoas; os ermitões. Alguns são anarquistas que comerciam, voluntariamente, apenas em ouro, nunca irão cooperar e irão esconder seu jogo [1]. Alguns são anarquistas que, voluntariamente, adoram o sol e sua energia, constroem estufas, comem apenas vegetais e tocam o saltério. Alguns são anarquistas que adoram o poder dos algoritmos, jogam jogos estranhos e infiltram templos estranhos. Alguns são anarquistas que vêem apenas as estrelas. Alguns são anarquistas que vêem apenas a terra.

Eles florescem de uma mesma semente, não importando o desabrochar de suas idéias. A semente é a liberdade. E isso é tudo. Não é uma semente socialista. Não é uma semente capitalista. Não é uma semente mística. Não é uma semente determinista. É simplesmente uma afirmação. Nós podemos ser livres. No demais tudo são escolhas ou sorte.

O anarquismo, a liberdade, não lhe diz nada sobre como pessoas livres irão se comportar ou que tipo de acordos elas farão. Ele simplesmente diz que as pessoas possuem a capacidade de fazer acordos.

O anarquismo não é normativo. Ele não diz como ser livre. Ele apenas diz que a liberdade, como tal, pode existir.

Recentemente, num jornal libertário, eu li a afirmação de que o libertarianismo é um movimento ideológico. Pode até ser. Num conceito de liberdade, ele, seus autores, vocês, ou nós, qualquer um, possui a liberdade de se engajar em ideologia ou qualquer outra coisa que não coaja outros, negando-lhes sua liberdade. Mas o anarquismo não é um movimento ideológico. É uma afirmação ideológica. Ele diz que as pessoas possuem a capacidade de serem livres. Ele diz que todos os anarquistas querem liberdade. E depois ele se cala. Após a pausa desse silencio, os anarquistas armam o palco de suas próprias comunidades e história e proclamam a sua ideologia, e não a anarquista ? eles dizem de que forma, como anarquistas, irão realizar acordos, descrever eventos, celebrar a vida, trabalhar.

O anarquismo é uma idéia-martelo, destruindo as correntes. A liberdade é o que resulta e, em liberdade, o restante cabe às pessoas e suas ideologias. Não cabe à ideologia. O anarquismo diz, com efeito, que não há uma ideologia dominante, com letras maiúsculas. Ele diz que as pessoas que vivem em liberdade tomam suas próprias decisões e realizam seus próprios negócios nela e através dela.

Uma pessoa que descreva um mundo no qual todos devem ou deveriam se comportar de uma mesma forma, marchando numa mesma formação, à mesma batida, simplesmente não é um anarquista. Uma pessoa que diz que prefere de certa forma, deseja que todos preferissem dessa mesma forma, mas que então diz que todos devem escolher, certamente é um anarquista. Provavelmente o é. Liberdade é liberdade. Anarquismo é anarquismo. Ambos não são queijo suíço ou algo que o valha. Não são propriedade. Não possuem direitos autorais. São idéias antigas, disponíveis, parte da cultura humana. Podem ser hifenizadas, mas de fato não são hifenizadas. Podem existir por conta própria. São as pessoas que adicionam hífens e ideologias suplementares.

Eu sou um anarquista. Eu preciso saber disso, e você deveria saber. Afinal de contas, eu sou um escritor e um soldador que vive num determinado lugar, com certas pessoas e por certas convicções. E isso também pode saber. Mas não há hífen após o anarquista.

A liberdade, finalmente, não é uma caixa dentro da qual as pessoas devem caber. A liberdade é um espaço dentro do qual elas podem viver. Ela não diz como elas irão viver. Ela diz, eternamente, apenas que nós podemos.
por Karl Hess
Karl Hess é um importante filósofo político do Movimento da Esquerda Libertária e autor do premiado documentário "Karl Hess: Toward Liberty".

Dicionário Secreto da Maçonaria

Ao pensar em Maçonaria, os não-iniciados normalmente deparam com uma palavra: mistério. Tudo o que acontece nos bastidores da Ordem está envolto e preservado por um voto de sigilo feito por seus participantes, o qual dificilmente é quebrado. Mas, como tudo o que é secreto desperta nossa curiosidade, esta aura misteriosa faz que muitas pessoas tenham vontade de saber como funciona a Maçonaria. É impossível não imaginar como são os rituais de iniciação, os símbolos de reconhecimento, e mesmo como é uma Loja maçônica. Tão difícil quanto, é não especular sobre a participação desta Ordem em diversos episódios históricos e sobre personalidades que tiveram seus nomes associados à Maçonaria, como Mozart, Churchil, Walt Disney, Sigmund Freud, Beethoven, Bach, George Washington, Roosevelt, Dom Pedro I, Rui Barbosa, entre outros. Nas páginas do Dicionário Secreto da Maçonaria você terá a oportunidade de entender o universo secreto maçônico, à medida que conhece os principais termos usados pelos seus seguidores.



Link Para Download : https://linkonym.appspot.com/?http://www.livrariacultura.com.br/p/dicionario-secreto-da-maconaria-60347983

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Maçonaria e o Caminho da Mão Direita


Antes de dar início a esse Post, gostaria de agradecer a todos os visitantes, leitores do Blog “Teoria da Conspiração”, do Marcelo Del Debbio, que aqui estão desde a sexta feira, e aos seus comentários e elogios.
Aviso-lhes que ainda farei um Post para falar sobre isso.
Seguindo em frente, hoje vamos falar um pouco do Caminho da Mão Direita, em oposição ao Caminho da Mão Esquerda, que foi falado em nosso último Post sobre o “Satanismo e o Caminho da Mão Esquerda”.
Se você entendeu bem que o Caminho da Mão Esquerda é um caminho solitário e que se preocupa, diretamente, com o desenvolvimento pessoal e particular, irá entender bem o que é o Caminho da Mão Direita.
No Caminho da Mão Esquerda, que é o da Razão, é muito comum o desenvolvimento intelectual. Ou seja, parte do desenvolvimento se dá através do discernimento.
Já na Mão Direita, o processo é diferente. Você pode se desenvolver, plenamente, sem o discernimento da razão. Nesse caminho, suas ações não estão diretamente ligadas a nenhum tipo de compreenssão (por mais que essa compreensão, em si, tenha o levado a seguir o caminho da Mão Direita).
A Meditação é uma forma muito boa de se representar o “Caminho da Mão Esquerda”. Em contrapartida, a Caridade é a melhor forma de representar o “Caminho da Mão Direita”. Em teoria, na Mão Direita você praticamente irá abdicar de si mesmo para se preocupar com o próximo.
O melhor exemplo desse caminho será sempre o daquele que é considerado o melhor exemplo de Virtude já visto na humanidade, que é Jesus. Mas existem outros que também expressam muito bem essa ideia como: A Madre Teresa de Calcutá, o Mahatma Gandhi, o atual Dalai Lama e até o Super Homem.
Todos eles abdicaram da sua vida em prol do próximo.
Como exemplos práticos na sua vida, podemos pensar naquelas pessoas que resolveram passar um feriado de “dia das crianças” em um orfanato, dando brinquedos e atenção às criancinhas, ao invés de ficar em casa com a família ou os amigos, aproveitando que é feriado.
É aquele que utiliza boa parte do seu “décimo terceiro salário” pra fazer uma criança feliz, pegando algumas cartinhas no projeto “Papai Noel dos Correios” - ou mesmo, doando pessoalmente.
E é também aquele que chega cansado, depois de um dia de 12 horas de trabalho, mas faz questão de utilizar o seu tempo dando atenção aos seus avós, que já passaram dos 80 e que ficam muito felizes em ter essa atenção.
Em outras palavras, a Mão Direita reflete muito bem a virtude em si. Representa aquele que se preocupa com o próximo, antes de se preocupar consigo mesmo.

E Como Isso Funciona Com As Ordens Iniciáticas?

Nas Ordens Iniciáticas, o objetivo em geral é o aperfeiçoamento do homem. No entanto, os caminhos para isso são bem distintos.
Em uma Ordem da Mão Esquerda você vai encontrar um estudo mais acadêmico e uma prática ocultista/espiritual mais focada. Geralmente, haverá práticas e exercícios que você deverá realizar em um local calmo em que você possa fazê-los sem ser perturbado.
Nas Ordens da Mão Direita, o conhecimento será bem menos específico e a prática irá visar o todo e não o particular. Isso faz com que o aprimoramento da virtude seja ressaltado, como por exemplo, em ações sociais. É comum também que, ao invés de Rituais para serem feitos isoladamente, você terá “Rituais Cerimoniais”, que serão feitos em todas as reuniões e que vão ressaltar os Princípios da Ordem.
A Maçonaria representa bem essa idéia. Seu trabalho, sua filosofia e seus “efeitos ritualísticos” (para os que admitem a existência destes) são direcionados nesse sentido (o que é bem diferente do outro caminho).
Entretanto, você deve estar se perguntando: Se o objetivo das Ordens Iniciáticas é o mesmo, o final do processo também deveria ser o mesmo, independente do caminho escolhido, certo?
Certíssimo! Mas porque então são tão distintos? Como é possível trabalhar o espiritual com esses dois caminhos?
Vou dar um exemplo e fazer uma reflexão que talvez lhe esclareça isso.

Efeitos Ocultistas

No Caminho da Mão Esquerda é fácil entender como funciona o “desenvolvimento espiritual”. Através do Estudo e da Prática você já pode fazer Conjurações e utilizar da Thelema para que o mundo responda à sua vontade (ok, eu exagerei um pouco.. foi apenas um recurso ilustrativo).
Mas e no caminho da Mão Direita?
Bem, pense no seguinte cenário (bem hipotético). Você morre e chega “lá em cima”. Na sua “avaliação espiritual” você demonstra todo o seu conhecimento acerca do universo, tendo decorado toda a Bíblia, o Bhagavad Gita e a Cabala Judaica. Mas, de repente, você descobre que “não passou”.
Motivo? Você foi um péssimo ser humano então terá que voltar novamente – e com um Karma bem mais pesado (se você admitir os preceitos Espiritualistas), ou, irá direto para o Inferno (se você admitir os princípios Cristãos).
O Caminho da Mão Direita tem tudo para te levar ao “reino dos céus”. Um lavrador analfabeto e sem instrução, mas que dedica a sua vida aos seus filhos e a sua comunidade, tem mais chances do que um grande erudito cujo conhecimento não vá além do plano das idéias.
Isso quer dizer que a Mão Esquerda não permite a evolução espiritual?
Longe disso, no entanto, não é raro que os seguidores da esquerda se percam apenas nos estudos, acreditando que o conhecimento sem ação pode levar onde eles pretendem chegar.
Mas, vamos trazer isso para algo mais prático.
Em teoria, a plenitude de um homem de virtudes proporciona tudo que é permitido ao grande ocultista. É como dizer que, um homem pleno em suas ações de virtude, seria capaz de transformar água em vinho apenas com a própria vontade de fazê-lo.
Isso quer dizer que um homem de virtudes, que atinja um determinado nível de virtude, pode atingir os mesmos resultados que aquele que o fez pelo Caminho da Mão Esquerda. Isso inclui coisas mais objetivas como a Clarividência, a Viagem Astral e a Gnose. Da mesma forma, facilitaria o desenvolvimento de outros procedimentos que exigissem, antes de mais nada, um Ritual, para a sua realização.

Para Terminar…

Apenas para deixar bem claro, isso está apenas sendo tratado segundo as correntes de pensamento que defendem essa ideia. O Maçon não tem qualquer obrigação de aceita a existência dos “efeitos ritualísticos” que foram citados acima (mas claro, é importante conhecê-los).
No próximo Post falaremos sobre “Maçonaria e Satanismo – O Caminho do Meio”, que será o Post chave dessa questão. Digo isso porque este é o caminho mais complicado de se entender. E se torna mais complicado ainda pelo fato da maioria das pessoas acharem que o entendem e de acharem que ele é mais praticável do que os outros dois.

Satanismo e o Caminho da Mão Esquerda


Tendo acabado nossa primeira “série” de Posts, onde o objetivo foi “esclarecer os maiores mitos da Maçonaria e do Satanismo”, vamos subir um degrau e explorar, mais a fundo, as características centrais, tanto da Maçonaria como do Satanismo.
Ao final dessa “série” será apresentado outro Post sobre “Referências Bibliográficas”, para aprimorar o conhecimento do leitor que se interessar por uma pesquisa mais aprofundada.
Nesse Post, irei apresentar algo que é pouco compreendido pelos Satanistas: O Caminho da Mão Esquerda.

(…) Satanismo não é uma religião “white light”, é a religião da carne, do mundano, da matéria – tudo o que é regido por Satã, a personificação do caminho da mão esquerda.
(…) Torne forte através do fogo o cérebro do nosso amigo e companheiro, nosso confrade do caminho da mão esquerda.
LaVey faz algumas citações sobre o Caminho da Mão Esquerda, mas não nos dá qualquer explicação sobre o que isso seja.
Lembram que mencionei, no post Satanismo de LaVey, sobre as muitas lacunas que existem sobre o Ocultismo e que estão inseridos nas Obras de LaVey? Então, essa é uma delas e se trata de uma das mais importantes, já que, através da compreensão do “caminho” é possível entender a base que define toda a estrutura e as diretrizes da corrente de pensamento em questão.
Mas o que seria o Caminho da Mão Esquerda?
Bem, o Caminho da Mão Esquerda é o caminho da Razão, que está em oposição ao caminho da Emoção, que é o Caminho da Mão Direita.
Nele a lógica e o individualismo são o foco e cada um segue o seu caminho, particularmente, de forma solitária. Não existe a preocupação direta com o próximo. Ele segue a ideia de que, se cada um pudesse cuidar de si mesmo, ninguém precisaria pensar no próximo.
É o caminho que enxerga o aperfeiçoamento pessoal como um benefício ao mundo, afinal, quando você se dedica a algo construtivo se torna uma pessoa mais útil ao mundo.
Entender esse conceito é entender a base e a estrutura do Satanismo, que não é boa nem ruim. É apenas um dos caminhos que pode te levar ao processo de iluminação.
O dito “olho por olho e dente por dente” é uma ideologia muito comum aos adeptos desse Caminho. Não é regra, mas é assim que o Satanismo se desenvolveu.
Você responde em igual maneira à forma com que lhe tratam.
“Amar ao próximo” tem sido dito como a lei suprema, mas qual poder fez isso assim? Sobre que autoridade racional o evangelho do amor se abriga? Por que eu não deveria odiar os meus inimigos – se o meu amor por eles não tem lugar em sua misericórdia? (Bíblia Satânica)
A origem da expressão vem do Budismo, quando Buda diz que é possível atingir o Nirvana por dois caminhos, o “caminho da mão esquerda” e o “caminho da mão direita”. O único detalhe aqui é que ele considera o caminho da mão direita mais “correto” do que o da mão esquerda.
Nunca encontrei referências sobre quem foi o primeiro ocultista a adotar essa expressão, mas as obras mais antiga, da qual lembro ter visto esses termos, foram as de Eliphas Levi.
O Caminho da Mão Esquerda é também associado à Magia Negra e a Magia Sexual. No entanto, isso sempre gera um grande problema. Aliás, são os mesmos problemas que criam todos esses mitos e lendas acerca da Maçonaria e do Satanismo, que é a dificuldade que as pessoas tem em compreender conceitos.

Magia Negra

O que é a Magia Negra? Ela é o tipo de Magia que faz mau a alguém? Poderia ser essa a explicação?
Não, e as pessoas não deviam achar que isso faz sentido, afinal, é um tanto subjetivo fazer a avaliação sobre uma atitude ser verdadeiramente boa ou ruim (tanto para você como para a sociedade).
Os primeiros ocultistas definiram a diferença entre magia branca e negra baseada em princípios. Aquela magia que fosse feita de forma egoísta e egocêntrica (independente do propósito) seria aquela considerada Magia Negra, enquanto aquela que é feita com propósitos externos, visando o todo, seria a magia branca.
Ou seja, utilizar de artifícios metafísicos para ganhar alguma coisa, ou, para que alguém se prejudique, são atitudes que “estão no mesmo barco” – e é considerado Magia Negra.
A Magia Sexual está nesse processo pelo mesmo motivo. A Magia Sexual é feita para desenvolver os corpos espirituais por meio do fluxo de energia que corre entre o Masculino e o Feminino. Logo, ela também entra na conceituação de Mão Esquerda (e, para alguns, no conceito de Magia Negra).
Alguns podem estar se perguntando: “Então  é correto dizer que o Satanismo trabalha com Magia Negra?”
Sim, é correto, já que no Satanismo você emprega a sua Vontade para que o universo atraia aquilo que você considera bom para você. Mas tome cuidado para quem você vai dizer que “Satanismo é Magia Negra”.
Se coisas bem mais simples de se explicar – e de se entender – já se tornam “fantásticas” na “boca do povo”, imagine então uma afirmativa de impacto, como essa.
Além disso, Rituais feitos sozinho, geralmente tem a ver com o caminho da Mão Esquerda, da mesma forma que os procedimentos de meditação também – diferente do que acontece no caminho da Mão Direita.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O que é Maçonaria

A Maçonaria é uma sociedade discreta, na qual homens livres e de bons costumes, denominando-se mutuamente de irmãos, cultuam a Liberdade, a Fraternidade e a Igualdade entre os homens. Seus princípios são a Tolerância, a Filantropia e a Justiça. Seu caráter secreto deveu-se a perseguições, a intolerância e a falta de liberdade demonstrada pelos regimes reinantes da época. Hoje, com os ventos democráticos, os Maçons preferem manter-se dentro de uma discreta situação, espalhando-se por todos os países do mundo. Sendo uma sociedade iniciática, seus membros são aceitos por convite expresso e integrados à irmandade universal, por uma cerimônia denominada iniciação. Esta forma de ingresso repete-se, através dos séculos, inalterada e possui um belíssimo conteúdo, que obriga o iniciando a meditar profundamente sobre os princípios filosóficos que sempre inquietaram a humanidade. O neófito ingressa na Ordem com o grau de Aprendiz. Ao receber instruções e ensinamentos, galga ao grau de Companheiro e após período de estudos chega ao grau máximo do Simbolismo, ou seja o Grau de Mestre Maçom. Os Maçons reúnem-se em um local ao qual denominam de Loja, e dentro dela praticam seus rituais. Estes são dirigidos por um Mestre Maçom experimentado, conhecido por Venerável Mestre. Suas cerimônias são sempre realizadas em honra e homenagem a Deus, ao qual denominam de Grande Arquiteto Do Universo, (G.'. A.'. D.'. U.'.). Seus ensinamentos são transmitidos através de símbolos dando assim um conhecimento hermenêutico profundo e adequado ao nível intelectual de cada indivíduo. Os símbolos são retirados das primeiras organizações Maçônicas, dos antigos mestres construtores de catedrais. "Maçom" em francês significa pedreiro. Devido a este fato encontramos réguas, compassos, esquadros, prumos, cinzéis e outros artefatos de uso da Arte Real, ou seja, instrumentos usados pelos mestres construtores de catedrais e castelos, que são utilizados para transmitir ensinamentos. Por possuir um conhecimento eclético, a Maçonaria busca nas mais diversas vertentes suas verdades e experiências, dando um caráter universal a sua doutrina. A Maçonaria não é uma religião, pois o objetivo fundamental de toda sociedade religiosa é o culto a divindade. Cada Loja possui independência em relação as outras Lojas da jurisdição, mas estão ligadas a uma Grande Loja ou Grande Oriente, sendo estes soberanos. Cada Grande Loja ou Grande Oriente denomina-se de "potência". Esta é uma divisão puramente administrativa, pois as regras, normas, e leis máximas, denominadas "Landmarks" são comuns a todos os Maçons. Um dos Landmark básicos da Ordem é que o homem para ser aceito deve acreditar em um princípio criador independente de sua religião. Seus integrantes professam as mais diversas religiões. Como no Brasil a grande maioria dos brasileiros são cristãos, adota-se a Bíblia como livro da lei. Em outra nação, o livro que ocupa o lugar de destaque no Templo, poderá ser o Alcorão, o Torá, o livro de Maomé, os Vedas, etc, de acordo com a religião de seus membros. No preâmbulo da primeira Constituição editada pela Grande Loja ficam registrados de forma clara os princípios em que se baseia a Ordem: A Maçonaria proclama, como sempre proclamou desde sua origem, a existência de um Princípio Criador, sob a denominação de Grande Arquiteto do Universo; A Maçonaria não impõe nenhum limite a livre investigação da Verdade e é para garantir a todos essa liberdade que ela de todos exige tolerância; A Maçonaria é, portanto, acessível aos homens de todas as raças e de todas as crenças religiosas e políticas; A Maçonaria proíbe em suas Oficinas toda discussão sobre matéria partidária, política ou religiosa, recebe os homens qualquer que sejam as suas opiniões políticas ou religiosas, humildes, embora, mas livres e de bons costumes; A Maçonaria tem por fim combater a ignorância em todas as suas manifestações; É uma escola mutua que impõe este programa: obedecer as leis do País, viver segundo os ditames da honra, praticar a justiça, amar o próximo, trabalhar incessantemente pela felicidade do gênero humano e para conseguir a sua emancipação progressiva e pacífica." Maçons famosos fundaram diversas entidades que prestam serviços a humanidade, vejamos alguns exemplos: Os escoteiros por Robert Baden Powell, os Clubes de Rotary por Paul Harris, os Clubes de Lions por Melvin Jones, os grupos de jovens DeMolays por Frank Sherman Land. A independência do Brasil foi decretada e solicitada a Dom Pedro I em uma sessão Maçônica realizada em 20 de agosto de 1822. Este dia é dedicado ao Maçom brasileiro. O Marechal Deodoro da Fonseca, iniciado na Loja "Rocha Negra" de São Gabriel, Rio Grande do Sul, proclama a república em 15 de novembro de 1889. Nossa Loja Fraternidade contou em suas colunas com o General Manoel Luiz Osório, Marquês do Herval.

Thanatos - a personificação da morte

Thanatos ou morte, é filho da titã Nix com Érebo e irmão gemeo do deus do sono Hipnos, alguns dizem que Thanatos nasceu no dia 21 de agosto que é seu dia favorito para tirar vidas. Thanatos era além de um deus era um monstro que havia o coração feito de ferro e as entranhas de bronze, normalmente ele é representado por um anjo morto, mas algumas vezes ele aparece como um anjo vivo e jovem. Conta uma história que Thanatos foi matar o rei Sísifo por ordem de Zeus, mas Sísifo conseguiu enganar Thanatos elogiando sua beleza e lhe ofereceu um colar para o deixar mais belo, Thanatos aceitou, mas ele não desconfiava que o colar na verdade era um coleira que o deixou aprisionado, assim ninguém mais poderia morrer o que deixou Hades e Ares muito estressados, Hades libertou Thanatos e o mandou trazer o mais rapido possível Sísifo para seu mundo e foi feito. Também se diz que Thanatos foi matar o rei Midas, mas não esperava que o herói Hércules estivesse lá, assim Hércules expulsa Thanatos do palácio do rei.

Espiritos ou divindades do mundo dos Mortos

Eis alguns espiritos ancestrais ou deuses relacionados com a morte, ou seja, com a passagem entre este mundo dos vivos e o mundo dos mortos, ou o mundo dos espiritos. Estes espiritos ancestrais, em muitas culturas vistos como Deuses, assumem particular importancia na Magia Negra, pois sao espiritos guardioes da passagem entre o mundo dos vivos e o mundo dos espiritos. E sendo a Magia Negra, ( e branca), fundamentada na pratica da invocação de espiritos, ( espiritos dos mortos ou outros tipos de espiritos), estas entidades ou deidades assumem um papel fundamental nos procedimentos magicos da feitiçaria e bruxaria. § § § § Anubis - deus egipcio do submundo, dos mortos, dos embalsamentos e dos cemiterios. Ele guarda as sepulturas e conduz as almas ao julgamento. Ament - deusa da morte egipcia, que recebe os mortos nos portoes do submundo. Oferece aos mortos pao e vinho, antes que eles entrem pelos portoes que conduzem ao outro mundo. Andjey - deus egipcio da morte, responsavel pelo renascimento das almas no mundo pós-vida Azrael - de acordo com o Corão, é o anjo da morte que recolhe as almas no momento do falecimento. Ele é um dos 4 mais elevados anjos de Alá. Barão Cimitiere - o Loa Vodu dos cemiterios, um espirito ancestral ou deus relacionado com as sepultura e os cemitérios Barão Samedi - o Lua Vodu da morte. È este Deus que controla a passagem entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. Cizin- Deus Maia da morte. Ereshkigal - Deusa Sumeria e Acadiana dos mortos. Dis Pater - deus Romano que governa o submundo ou o mundo dos mortos. A sua correspondencia Grega era Hades. Hades - deus grego que governa o submundo ou o mundo dos mortos. È tambem o Deus das riquezes. Itonde - Deus Africano da morte, que tambem protege os caçadores Kala - Deus Hindu da morte e da destruição Mania - deusa romana dos mortos, que é mae dos fantasmas Morta- deusa romana dos mortosm que cortava o fio da vida aos mortais, levando-os a partir para o submundo Mors - deus romano da morte, visto , ( segundo os textos de Ovídio), como uma figura de um cadaver vestido num sudário e segurando uma ampulheta nua mao, e uma foice na outra. Naemia - deusa romana que atende e cuida dos funerais Nideninna - deusa Babilonica que tem o poder sobre o livro dos mortos Persefone - deusa Grega da morte, que se tornou consorte de Hades e rainha dos infernos Proserpina - deusa Romana da morte, equivalente a Persefone na mitologia Grega. Tambem como Persefone foi raptada por Plutao, ( o correspondente a Hades na Grecia), e assim coroada pelo casamento enquanto «rainha dos infernos». Tuchulcha - deusa etrsuca demoniaca que aguarda o submundo. Plutao - deus dos infernos ou do submundo, equivalente da Hades na Grecia. Yama - deus Hindu da morte, que julga os mortos.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Lagosta 'Halloween' de duas cores é capturada por pescador nos EUA


Fenômeno raro ocorre em um a cada 50 milhões de animais da espécie. Fêmea capturada pesa cerca de 1 kg e foi levada para aquário em Boston.
Uma lagosta rara de duas cores foi capturada por um pescador de Massachusetts, nos EUA, e levada para o Aquário New England, em Boston, na quarta-feira (31). Lagosta Halloween (Foto: New England Aquarium/Emily Bauernseind/AP)Lagosta 'Halloween' é metade laranja e metade preta (Foto: New England Aquarium/Emily Bauernseind/AP) O fenômeno ocorre em um a cada 50 milhões de animais da espécie, que tem suas tonalidades laranja e preta associadas ao "Halloween" (Dia das Bruxas).
A fêmea capturada pesa cerca de 1 kg. Lagosta Halloween (Foto: New England Aquarium/Emily Bauernseind/AP)Animal raro foi achado por pescador e levado a aquário (Foto: New England Aquarium/Emily Bauernseind/AP)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A Origem do Halloween

Apesar do Halloween ser atualmente um famigerado símbolo do american way of life, a origem da festa remonta aos antigos festivais celtas de solstício de Verão e tem mais de 2000 anos. Os celtas, que viveram nas áreas hoje correspondentes à Irlanda, Reino Unido e norte de França, celebravam o Ano Novo no dia 1 de Novembro, pois este assinalava o fim do Verão e das colheitas, bem como o adito de um Inverno que se pronunciava escuro e severo. Ao Inverno, os celtas associavam a morte, acreditando que, na noite anterior ao Ano Novo, a fronteira entre o mundo dos vivos e dos mortos se tornava mais subtil. Na noite de 31 de Outubro, em concomitância com o retorno dos fantasmas à terra, os celtas celebravam um ritual chamado Samhain (vocábulo de origem gálica que significa Novembro). A presença dos espíritos facilitava as pertinentes previsões para o futuro preconizadas pelos sacerdotes druidas, que para os celtas significavam uma fonte de conforto e direccionamento para o longo Inverno. No Samhain, os sacerdotes faziam enormes fogueiras, à volta das quais as pessoas se reuniam para queimar oferendas e sacrificar animais, com o intuito de agradar aos mortos. Envergavam roupas especiais, geralmente peles e cabeças de animais. Findo o ritual, acendiam-se as lareiras, clamando protecção para o Inverno.

Por volta do ano 800, a influência do cristianismo tinha-se difundido pelos territórios celtas. No século XVII, o Papa Bonifácio IV decretou o dia 1 de Novembro como sendo o dia de Todos os Santos. Assim, o Papa tentava substituir a celebração celta por uma comemoração semelhante, só que com ademanes cristãos. A celebração era também chamada de All-hallowmas (do inglês arcaico, que significa All-saints, ou seja, Todos os Santos), e, mais tarde, Halloween. No ano 1000, a Igreja Católica decretou o segundo dia de Novembro como o dia dos espíritos, em honra dos mortos. Com celebração parecida com o Samhain celta, no dia dos Espíritos faziam-se desfiles com fantasias de santos, anjos e demónios e acendiam-se grandes fogueiras.

É, provavelmente, nos primeiros desfiles do dia dos Espíritos da Irlanda que tem origem a tradição do trick-or-treating, muito em voga nos EUA, que consiste em pregar “partidas” a quem recusa os pedidos de guloseimas das crianças. Durante as festividades, pedia-se comida e, geralmente, as famílias ofereciam os chamados soul cakes (bolos da alma), como uma forma de agradecimento pelas promessas dos pedintes de rezarem pelas almas dos familiares mortos. A distribuição desses bolos era instigada pela Igreja, como forma de substituir o antigo hábito de presentear os espíritos errantes com comida e vinho. A prática foi se tornando popular entre as crianças até chegarmos ao moderno trick-or-treating.

Quanto às fantasias, estas têm origens europeias e celta. No Halloween, aquando do retorno dos mortos, as pessoas pensavam que poderiam defrontar-se com fantasmas quando saíssem de casa. De maneira a não serem reconhecidas pelos espectros, as pessoas usavam máscaras quando saíam de casa à noite, julgando assim serem confundidas pelos fantasmas como um seu semelhante.

Os imigrantes europeus levaram para os EUA os seus costumes de Halloween. Contudo, devido a anatematização da sua prática por parte da religião protestante, as comemorações nos tempos coloniais eram escassas. Comuns, eram apenas em Maryland e nas colónias do sul. Com as disparidades nas crenças de vários grupos étnicos europeus, caldeadas com os costumes dos índios americanos, uma nova e específica forma de comemorar o Halloween era inaugurada. As primeiras comemorações incluíam eventos para celebrar a colheita, onde os vizinhos partilhavam histórias de mortos, fazendo previsões recíprocas, dançando e cantando. A partir da metade do século XIX, festividades anuais de Outono eram comuns, mas o Halloween ainda não era celebrado em todas as partes dos EUA.

Na segunda metade do séc. XIX, os EUA receberam uma nova vaga de imigrações, constituída, essencialmente, por milhões de irlandeses que procuravam escapar à fome. Esses imigrantes ajudaram decisivamente a popularizar a comemoração do Halloween em solo norte-americano.

Em finais do séc. XIX, houve um movimento nos EUA para transformar o Halloween num feriado que difundisse a união da comunidade, ao invés de fantasmas e bruxarias. E lá foi sendo conseguido. Os pais eram encorajados pelos jornais e líderes comunitários a remover tudo o que de assustador ou grotesco existisse nas festas de Halloween. Por isso, as celebrações perderam parte do seu tom supersticioso e religioso.

Atualmente, o Halloween é comemorado um pouco por toda a Europa, mas é nos EUA que bate recordes: os americanos gastam aproximadamente US$ 6 biliões por ano com as comemorações. Contudo, esta festa não é muito bem vista em alguns países. Veja-se, por exemplo, o caso da Rússia, cujo departamento de Educação proibiu nas escolas qualquer tipo de celebrações. Materialismos e interdições à parte, o que é certo é que, bem ou mal, o Halloween é, sobretudo, o que cada um faz dele.


Abóbora
A abóbora só posteriormente foi acrescentada ao espírito de Halloween e tem a sua origem nos países escandinavos. A lanterna feita com uma abóbora oca veio da lenda de um homem chamado Jack, a quem foi negada a entrada no céu e no inferno. No céu, pela sua maldade e avareza, no inferno por pregar partidas ao próprio diabo. Condenado a deambular pela terra como espírito até o almejado dia do juízo final, Jack colocou uma brasa brilhante num grande nabo oco, para que o caminho fosse iluminado durante a noite. A abóbora chegou à Europa e ao resto da América graças à difusão dos meios de comunicação, às séries e aos filmes importados.


Cores
As cores tipicamente usadas no Halloween (laranja, preto e roxo) também encontram origem no recôndito. São cores concernentes às missas comemorativas em favor dos mortos, celebradas durante o mês de Novembro. As velas que iluminavam a cerimónia possuíam cor alaranjada e os caixões eram cobertos com tecidos roxos ou pretos.


Fonte:
http://cresjs.no.sapo.pt/Halloween%20web/Curiosidade.html

A Origem do Natal

A comemoração do Natal se iniciou ente os romanos antigos.

A primeira vez que se teve algum indício da comemoração do natal foi em 25 de dezembro do ano de 354 D.C., no qual ocorreu em Roma uma festa em celebração ao nascimento do menino Jesus.

Ninguém sabe ao certo a data de nascimento de Jesus, porém, essa data foi escolhida devido à existir uma comemoração pagã nessa mesma data que homenageava o Deus persa MITRA que representa a luz (Deus Solar), no qual ocorriam celebrações que eram reprovadas pelos Cristãos.

A festa pagã ainda ocorria paralelamente com o Natal até se propagar totalmente pelo mundo e o Ocidente proclamar de NATAL.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Rio De janeiro

Gosto bastante de falar sobre coisas que dão medo na maioria das pessoas ..
mais hoje em dia o que da mais medo nas pessoas e ir para o Rio de janeiro
Hoje dia 26 olha quanta coisa ja aconteceu .,?!!

Fatos históricos do dia 26 de novembro
Uma viagem Real
Em 26 de novembro de 1807 iniciou-se a viagem do príncipe regente Dom João e sua corte em direção ao Brasil. Outros 12 mil portugueses abandonaram seu país em direção ao solo brasileiro. É criado o Reino Unido de Portugal, Algarves e Brasil, que culminaria anos mais tarde na independência brasileira.

1504 - Morre Isabel I, rainha da Espanha.
1807 - A corte portuguesa decide transferir-se para o Brasil fugindo da invasão francesa que ameaçava Lisboa.
1845 - Curitiba é elevada a capital da província do Paraná.
1907 - O Coronel Gustavo Lima ataca Lavras, no Ceará, e derruba seu irmão Honório.
1910 - Acaba a Revolta da Chibata. Os marinheiros entregam a esquadra.
1924 - É proclamada a República Popular da Mongólia. O país, que fica na Ásia Central, é herdeiro do Império Mongol.
1930 - Getúlio Vargas define Lindolfo Collor como o primeiro responsável pelo Ministério do Trabalho.
1931 - Nasce o argentino Adolfo Pérez Esquivel, prêmio Nobel da Paz em 1980.
1934 - Começa a funcionar no Rio Grande do Sul a primeira refinaria brasileira de petróleo, a Destilaria Rio-Grandense de Petróleo.
1939 - Nasce Tina Turner, cantora norte-americana.
1941 - Durante a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos exigem que o Japão deixe o território chinês.
1942 - Estréia no Hollywood Theather de Nova York o filme Casablanca.
1945 - Em Nova York, ocorre um encontro histórico de músicos de jazz, reunindo, entre outros, Miles Davis e Max Roach.
1948 - Em Dublin, o Parlamento decide proclamar a independência total da Irlanda.
1950 - A China ingressa na Guerra da Coréia, lançando uma ofensiva contra soldados dos Estados Unidos, Coréia do Sul e Nações Unidas.
1963 - Na Coréia do Sul, ocorrem eleições legislativas após 28 meses de governo militar.
1964 - O governador de Goiás, Mauro Borges, é destituído do cargo.
1974 - O México rompe relações diplomáticas com o Chile.
1979 - O Comitê Olímpico Internacional readmite a China na entidade, depois de 21 anos de ausência.
1985 - Ocorre a eleição presidencial em Honduras, com vitória do candidato liberal José Azcona.
1993 - A Bélgica tem a primeira greve geral em quase meio século. Ocorrem paralisações na indústria e nos transportes, obrigando o governo a negociar com os sindicatos.
1993 - O ator Grande Otelo, um dos maiores talentos artísticos do Brasil, morre aos 78 anos, vítima de parada cardíaca.
1997 - Na votação da reforma administrativa, o governo brasileiro consegue a aprovação da demissão de servidores públicos estáveis por excessos de gastos.


Ihhh agora .. 2010 - Dia que o Estado Parou de abaixar a Kbeça Pra vagabundos .
Dia que essas porras vão Morrer .. =D Obrigado leitores ..

terça-feira, 18 de maio de 2010

24 verdades que podem mudar sua vida

24 verdades que podem mudar sua vida

01 - O nome completo do Pato Donald é: Donald Fauntleroy Duck.

02 - Em 1997, as linhas aéreas americanas economizaram US$ 40.000 eliminando uma azeitona de cada salada.

03 - Uma girafa pode limpar suas próprias orelhas com a língua.

04 - Milhões de árvores no mundo são plantadas acidentalmente por esquilos que enterram nozes e não lembram onde eles as esconderam.

05 - Comer uma maçã é mais eficiente que tomar café para se manter acordado.

06 - As formigas se espreguiçam pela manhã quando acordam.

07 - As escovas de dente azuis são mais usadas que as vermelhas.

08 - O porco é o único animal que se queima com o sol além do homem.

09 - Ninguém consegue lamber o próprio cotovelo, é impossível tocá-lo com a própria língua.

10 - Só um alimento não se deteriora: o mel.

11 - Os golfinhos dormem com um olho aberto.

12 - Um terço de todo o sorvete vendido no mundo é de baunilha.

13 - As unhas da mão crescem aproximadamente quatro vezes mais rápido que as unhas do pé.

14 - O olho do avestruz é maior do que seu cérebro.

15 - Os destros vivem, em média, nove anos mais que os canhotos.

16 - O “quack” de um pato não produz eco, e ninguém sabe porquê.

17 - O músculo mais potente do corpo humano é a língua.

18 - É impossível espirrar com os olhos abertos.

19 - “J” é a única letra que não aparece na tabela periódica.

20 - Uma gota de óleo torna 25 litros de água imprópria para o consumo.

21 - Os chimpanzés e os golfinhos são os únicos animais capazes de se reconhecer na frente de um espelho.

22 - Rir durante o dia faz com que você durma melhor à noite.

23 - 40% dos telespectadores do Jornal Nacional dão boa-noite ao William Bonner no final.

A última e mais impressionante:

24 - Aproximadamente 70 % das pessoas que lêem este artigo tentam lamber o cotovelo.

121 Frases Curiosas de Parachoque de Caminhão

121 Frases Curiosas de Parachoque de Caminhão

1.Beijo é igual ferro elétrico: liga em cima e esquenta embaixo.

2.Não mando minha sogra pro inferno porque tenho dó do diabo.

3.A velocidade que emociona é a mesma que mata.

4.Um falso amigo é um inimigo secreto.

5.Quem ama a rosa suporta os espinhos.

6.Se casamento fosse bom não precisaria de testemunhas.

7.Preguiça é o habito de descansar antes de estar cansado.

8.Direito tem quem direito anda.

9.Mulher é como índio: pinta-se quando quer "briga".

10.Por que ficar de braços cruzados se o maior homem morreu de braços abertos??

11.Para que um olho não invejasse o outro, Deus colocou o nariz no meio!!

12.O amor é livre; o sexo é pago.

13.70 me passar, passe 100 atrapalhar.

14.Quando homem valer dinheiro, baixinho serve de troco.

15.Sogro rico e porco gordo só dão lucro quando morrem.

16.Não sou detetive mas só ando na pista.

17.Cada ovo comido é um pinto perdido.

18.Cana na fazenda dá pinga; pinga na cidade dá cana.

19.Pobre é como cachimbo: só leva fumo!!

20.Mulher é como remédio: agita-se antes de usar.

21.Casei-me com Maria, mas viajo com Mercedez.

22.Se não fosse o otimista, o pessimista nunca saberia como é infeliz.

23.A calunia é como carvão: quando não queima, suja.

24.A mata é virgem porque o vento é fresco.

25.Em casa que mulher manda até o galo canta fino.

26.Em poço que tem piranha macaco bebe água de canudinho.

27.Mulher é como laranja: a gente descasca e chupa.

28.Seja paciente na estrada para não ser paciente no hospital.

29.Se a mulher foi feita de uma costela, imagine se fosse feita do filé?!

30.Meu computador não conversa, computa.

31.Mulher é como relógio: deu o primeiro defeito, nunca mais anda direito!

32.Se pinga fosse fortificante o brasileiro seria um gigante.

33.Mulher é como abelha: ou dá mel ou ferroada.

34.Quem inventou o trabalho não tinha o que fazer!

35.Pobre só fica de barriga cheia quando morre afogado.

36.A cal é virgem porque o pincel é brocha.

37.Não sou orquestra, mas vivo no conserto.

38.Mais valem as lagrimas da derrota do que a vergonha de não ter lutado.

39.Mulher deixa o rico sem dinheiro e o pobre sem vergonha.

40.Mulher feia e morcego só saem `a noite.

41.Beijo de mulher casada tem gosto de chumbo.

42.O bom não é ser importante: o importante é ser bom!!

43.Duas coisas matam de repente: vento pelas costas e a sogra pela frente.

44.Aqui jaz a minha sogra: descanso em paz!

45.Sou grande porque respeito os pequenos.

46.Mulher é como lona de freio: só é boa encostada.

47.Mulher e arvore só dão galho.

48.Aqui jaz a minha sogra que viveu enchendo o saco, não tendo mais o que encher, veio encher esse buraco.

49.Malandro é o sapo que casa e leva a mulher prá morar no brejo.

50.Pra quem sabe ler, um pingo é letra...!

51.Motorista é igual bezerro: só dorme apertado.

52.O sol nasce para todos; a sombra para quem merece.

53.Mulher é como retrato, só se revela no escuro.

54.O cigarro adverte: o governo é prejudicial `a saúde.

55.Mulher é como toalha; quanto mais enxuta, melhor.

56.Não vou bem como quero nem mal como pensam.

57.Alegria de poste é estar no mato sem cachorro.

58.Rico tem veia poética; pobre tem varizes.

59.Dinheiro de pobre parece sabão; quando pega, escorrega da mão.

60.Chifre é igual dentadura: demora mas acostuma.

61.Mulher é como lata de sardinha: se abrir, leva.

62.Um Dodge gemendo, uma prestação vencendo.

63.Pobre é igual disco de embreagem: quanto mais trabalha, mais liso fica.

64.Mulher é igual alça de caixão: quando um larga vem outro e põe a mão.

65.Campo de concentração é o melhor regime: não ha ninguém gordinho.

66.Quem madruga muito fica com sono o dia inteiro.

67.Nosso amor virou cinzas porque nosso passado foi fogo.

68.Três eixos envenenados e um machão invocado.

69.Navio imita tubarão; avião imita gavião; só meu caminhão não tem imitação.

70.Não sou noticia ruim mas ando muito e depressa.

71.Você prefere duas mulheres ou uma mulher e 1/4?

72.Seja dono de sua boca para não ser escravo de suas palavras!

73.Homem é como basculante: quando velho, não levanta mais.

74.Mulher bonita e dinheiro só vejo na mão dos outros.

75.Mulher é como pizza: só é boa fora de casa!

76.Do Amazonas ao Chuí, só paro para fazer xixi.

77.60 num bar, 70 sair 100 pagar, aí mando a policia 20 buscar.

78.Bata na sua mulher; você não sabe porque está batendo mas ela saberá porque e está apanhando.

79.A terra é virgem porque a minhoca é mole.

80.Dizem que dinheiro é coisa do diabo; mas quiser ver o diabo, ande sem dinheiro.

81.Deus cura, o medico manda a conta.

82.Quem anda apressado passa por cima do que precisa.

83.Pobre é que nem lombriga: quando sai da merda morre.

84.Coceira na mão de pobre é sarna, na mão de rico é dinheiro.

85.Em casa minha mulher é o governo; minha sogra, o ministro da defesa e eu o ministro da despesa.

86.Duas coisas gostosas: uma embreagem macia e uma mulher carinhosa!

87.Depois que colocaram álcool na gasolina...hic... carro anda soluçando.

88.Sou pobre e feliz: uma das duas é mentira.

89.Costurar é para modista; permaneça na sua faixa.

90.Eduque as crianças e não será preciso punir os homens.

91.Precisa-se de domestica que entenda de caminhão.

92.Mulher é como horóscopo: nunca dá certo, mas sempre se dá uma olhadinha.

93.Mulher de estrada e freio de mão... só na emergência.

94.Sou um eu a procura de um tu para sermos nos.

95.Malandra é a pulga que só espera comida na cama!

96.O amor é como a guerra: depois de declarado, não há mais paz.

97.Marido de mulher feia só acorda assustado.

98.Ser canhoto é fácil; difícil é ser direito.

99.Quando teu indicador aponta para teu irmão há sempre três dedos apontados para ti.

100.Tentei enganar o diabo, ele nem percebeu; fui enganar a mulher, o engana do fui eu!

101.- Na estrada da vida passado é contramão.

102.Pobre só come carne quando morde a língua.

103.Sempre há um pouco de perfume nas mãos que dá a rosa...que mexe na merda também.

104.Nas curvas da vida, entre devagar...

105.A vida não é um dom... é um empréstimo.

106.Eu sou U 1000 D.

107.Prefiro ser um pai quadrado do que ver minha filha redonda.

108.Ladrão em casa de pobre só leva susto.

109.A felicidade não é um destino onde chegamos, mas sim, uma maneira de viajar.

110.Pobre, quando morre, deixa o anjo da guarda desempregado.

111.O café deve ser: negro como o demônio, quente como o inferno, puro como um anjo e doce como o amor...

112.Cada escola que se abre é uma cadeia que se fecha.

113.Estepe e mulher é sempre bom ter de reserva.

114.A primeira ilusão do homem começa na chupeta.

115.Escreveu, não leu? Então é burro.

116.Imbecil não tem tédio.

117.O pessimista considera o sol um fazedor de sombras.

118.Casei-me com a cunhada para economizar sogra.

119.O prazer dá o que a sabedoria promete.

120.Carro a álcool... você ainda vai tentar vender um.

121.Farol alto na cara é como mulher gritando no ouvido.


Fonte:
http://guiadodesocupado.hpg.ig.com.br/paracho.htm

BALAS SOFT MORTAIS

BALAS SOFT MORTAIS

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A Lenda:
Não tem pra 38, 45 ou 9mm, as balas mais mortais já inventadas eram as Soft. Elas eram deliciosas, mas tinham um terrível efeito colateral: as crianças se engasgavam e morriam. Aparentemente, a fábrica da Soft criou um produto para chacinar centenas de crianças brasileiras por algum motivo não bem explicado. Uma verdadeira arma de destruição em massa.

A Verdade:
Nunca conheci ninguém que morreu engasgado com balas Soft, acho que ninguém conhece. Realmente depois de alguns minutos elas se tornavam perigosamente lisas e podiam realmente ser engolidas. Eu mesmo engoli algumas. Talvez o medo dos pais imaginando um possível acidente tenha causado essa lenda trash 80s.

PIRULITO QUE DÁ CÂNCER

PIRULITO QUE DÁ CÂNCER

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A Lenda:
Era um pirulito azul que coloria a língua. Não tinha gosto de nada, não era de sabor nenhum e ainda enchia sua boca de anelina. Se essa descrição já é suficiente para você achar a tal guloseima idiota, ainda tinha um plus. O uso prolongado do doce causava um devastador câncer de língua e já vitimara crianças em todo o mundo. Uma metástase de sabor.

A Verdade:
O pirulito não causava câncer. No máximo você acabaria parecido com um cachorro Chow Chow com uma ridícula língua azul. O problema é que o doce era uma mania tão grande entre as crianças que mais uma vez a culpa pode ser de alguns pais preocupados. “O menino tá gastando muito dinheiro com esse pirulito, não almoça e está o dia todo com a língua azul. O que fazer? Vamos dizer que ele tá com câncer!” Psicologia infantil.

PALAVRAS DEMONÍACAS NAS MÚSICAS DA XUXA

PALAVRAS DEMONÍACAS NAS MÚSICAS DA XUXA

xuxa

A Lenda:
A velha história das mensagens subliminares em músicas para crianças. Pessoas afirmavam categoricamente que se você ouvisse determinadas faixas do LP da Xuxa ao contrário mensagens ao diabo poderiam ser ouvidas. E assim milhares de baixinhos no Brasil estragaram os toca-discos dos pais girando o prato ao contrário tentado ouvir alguma coisa. Alguns juravam que ouviam.

A Verdade:
Claro que a possibilidade de ouvir “Satã é Rei” num disco da Xuxa tocado ao contrário é a mesma de ouvir “Fora Sarney”. As pessoas ficam tão paranóicas que acabam combinando sons e identificando mensagens que não existem. Como li outro dia: “Não são mensagens satânicas em músicas tocadas ao contrário que me preocupam, e sim Michael Bolton tocado corretamente”.

BONECO DO FOFÃO SATÂNICO

BONECO DO FOFÃO SATÂNICO

fofao-punhal

A lenda:
Boneco do Fofão. Um clássico. Diziam por aí que o simpático boneco tinha sido obra de um trabalho de magia negra e quem abrisse sua barriga encontraria uma faca negra. A história tomava contornos de realidade quando, apalpando a barriga você realmente sentia algo pontudo. Para piorar a roupa do Fofão era idêntica a do brinquedo assassino Chucky.

A Verdade:
Imagino quantos bonecos do Fofão foram estripados para que se confirmasse a lenda ou não. No meu caso, abrimos uma vez um deles, e para nossa surpresa REALMENTE existia a tal faca! Era na verdade a coluna vertebral do boneco que o mantinha firme quando sentado, mas raios! Realmente parecia uma faca!. A lenda foi desmascarada, mas o pobre Fofão nunca mais se sentou direito.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Consciência Pós Morte na Ciência



Segundo Carlos Antonio Fragoso Guimarães a Psicologia Transpessoal é a corrente mais avançada em Psicologia que acredita na consciência pós a morte. Segundo Carolina Ioca a Psicologia Transpessoal é um instrumento de pesquisa da natureza essencial do ser. Para ela a energia nunca morre, mas sempre se transforma. A energia seria igual a consciência que seria igual ao infinito.

Aporte a Psicologia, na medicina, uma pesquisa de quase morte feita em dez hospitais da Holanda, pelo dr. Sam Parnia e o dr. Peter Fenwick observou mil e quinhentas pessoas em seu leito de morte. Destas, noventa por cento sofreram ataques cardíacos e dez por cento, foram vítimas de acidentes.

Foram constatadas mortas pois o coração, a respiração e os impulsos cerebrais haviam parado.

Dez por cento destes pacientes, que puderam ser ressuscitados, tiveram certas experiências no tempo em que estavam mortos.

Como exemplo relataram que podiam ver e ouvir o que estava acontecendo na sala onde estavam. Já que haviam sido considerados mortos, como isso pode acontecer? Alguns pacientes reconheceram pessoas que ajudaram na sua ressurreição. Outros se lembram das conversas entre os médicos. Eles enxergavam o que os médicos faziam para trazê-los de volta à vida.

Estas pesquisas são muito curiosas. Como explicar que pessoas devidamente mortas possam ter vivenciado as situações reais que ocorriam no hospital.

Nesta mesma pesquisa alguns pacientes experimentavam inclusive ver e ouvir coisas em outros lugares do hospital. Um deles, relatou que foi até o recinto ao lado e conversou com uma mulher que também estava clinicamente morta.

Um relato impressionante foi que enquanto do lado de dentro os médicos trabalhavam pra ressuscitar um homem, este mesmo homem jura que foi passear, viu um conhecido no parque, o que foi confirmado depois pelo próprio.

Neste mesmo passeio o paciente testemunhou um atropelamento na rua. O atropelado e o paciente chegaram até a conversar. O atropelado sumiu em uma luz, o paciente sentiu uma forte atração para voltar para o hospital.

Os pesquisadores checaram a história na delegacia. O atropelamento aconteceu exatamente como ele falou. Incrível!

A pesquisa foi tão motivadora que os médicos formaram uma fundação para estudos sobre vida pós morte, vista a necessidade de continuar pesquisas em escala maior.

Dark.
http://pankration.proboards3.com/index.cgi?board=rir&action=display&thread=642

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Diário dos Mistérios


O Ano de 2007

Estamos ingressando no ano de 2007. No Tarô teremos a carta 2, A Sacerdotisa, e a carta 7, O Carro, O Triunfo. A primeira, também conhecida como Papisa, representa o princípio feminino Universal Espiritual. O número dois dessa carta nos faz lembrar que existe Luz e Sombra, a primeira grande dualidade. A polaridade do Todo: tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem seu par de opostos. Os opostos são idênticos em natureza e diferentes em grau. Todas as verdades são semiverdades, todos os paradoxos podem conciliar-se.

O sete era o símbolo da vida eterna para os egípcios, não é só um número primo, como também é o único sem múltiplos nem divisores (exceto o um, claro). Sendo sete cores do arco-íris e as notas da escala musical diatônica, podemos considerá-lo como regulador das vibrações. É também o número dos dias da semana, dos planetas individuais (Urano, Netuno e Plutão são transpessoais) e dos metais principais. Sete é o número dos mistérios, da magia, integra o três (a trindade espiritual) com o quatro (a matéria). Enquanto a letra hebraica que representa o dois é Guimel, letra dupla feminina, de cor cinza, que em nosso alfabeto seria “G”. Significa “camelo” e representa simbolicamente a garganta: um canal vazio, uma matriz onde o ar vira som. Hieroglificamente, representa toda idéia de expansão e crescimento. A letra hebraica que é atribuída ao número sete é Cheth, também é feminina, de cor âmbar, significa “campo”, “recinto” ou “cerca”. Hieroglificamente, simboliza a existência elementar, o princípio da aspiração vital. Corresponde ao nosso “ch”.

O sete é um número transcendental, cabalístico, místico, esotérico, mitológico, simbólico e maçônico. O sete está inserido desde a criação do mundo, que foi feito por Deus em sete dias e também está representado pelo símbolo do Delta Sagrado. Na doutrina teosófica, o sete é o número dos ciclos evolutivos. Segundo John Heydon, o sete é um dos números mais prósperos, e também tem sido definido como “o todo ou inteiro das coisas à qual é aplicado”. Contudo, Pitágoras referia-se ao sete como o número Sagrado e Perfeito. Filolau dizia que o sete representava a mente. Macróbio considerava sete como o nó, o elo das coisas. Platão, em sua obra Timeu e Crítias, ensinava que do número sete foi gerada a alma do mundo. Santo Agostinho via nele o símbolo da perfeição e da plenitude. Também o deus Osíris era associado ao número sete, assim como as deusas gregas, Nêmesis e Adrastia, e o deus romano Marte.

Corresponde ao signo da balança (Libra), que é representado pelo símbolo da balança, emblema do equilíbrio.

Na Antiguidade, era o número dos monumentos das manifestações cósmicas: os sete planetas babilônicos; os sete céus (ymgers) de Zoroastro, entre tantos outros.

Rudolf Steiner dizia que Lúcifer, o Portador da Luz, do discernimento, Phosphorus, Fiat Lux, teve sete filhos… e que sacrificou sua integridade para permitir a criação dos sete planetas do Universo e as sete cores do arco-íris.

Não podemos nos esquecer dos sete chacras (centros vitais do corpo humano) e dos sete montes da mão.

No Bava Bathra, encontra-se o seguinte aforismo em relação ao som: “Um carneiro só tem uma voz (Méééé) quando está vivo (unidade), mas depois de morto seu corpo produz sete sons: seus chifres farão duas trombetas; seus fêmures, duas flautas; sua pele revestirá um tambor; o intestino grosso se transformará em cordas para lira; e o intestino delgado proverá as pequenas cordas para a harpa.

Sete é o número da idade do maçom no Grau 3 da Maçonaria. São sete as notas musicais – Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si. Não nos esqueçamos também dos sete Mestres da Grande Fraternidade Branca e dos sete principais Orixás. Poderíamos, assim, escrever um verdadeiro compêndio a respeito do número sete.

Na redução da Numerologia, a soma dos dois números tem como resultado o nove (2+7 = 9).

No Tarô, teremos na carta 9 O Ermitão ou Eremita, O Profeta eterno. Em muitas tradições, astecas, maias, taoístas e budistas, existem nove céus.

Parmênides dizia que o nove faz referência às coisas absolutas. Para os taoístas, é o número da plenitude. O Tao te King contém 81 capítulos (9 x 9). Podemos considerar o nove como o cinco (número do ser humano) sobreposto ao quatro (número da matéria), representado, assim, o aspecto mais espiritual e elevado do ser humano. Nove também é o número da inspiração, das relações harmoniosas e das artes plásticas, pois nove são as musas, que na Mitologia Grega representam o total do conhecimento humano.

A letra hebraica correspondente é Yod, segundo a Golden Dawn. É simples, branca e feminina e, no entanto, representa o princípio masculino no Tetragramaton. Corresponde ao “I”, ao “E” e o “J” da língua portuguesa.

No caminho cabalístico de Yod, ele une Tiphareth (a beleza) com Chesed (a misericórdia), o Arquiteto da Manifestação.

Aleister Crowley, em sua obra O Livro de Thoth – O Tarot, explica: “Yod é a primeira letra do nome Tetragramaton e este simboliza o Pai, que é Sabedoria; ele é a forma mais elevada de Mercúrio, o Logos, o Criador de todos os mundos. Conseqüentemente, seu representante na vida física é o espermatozóide e esta é a razão da carta ser chamada “O Eremita”.

A figura do próprio Eremita lembra a forma da letra Yod, e a cor de sua capa é a cor de Binah, na qual ele gesta. Em sua mão ele segura uma lâmpada cujo centro é o Sol, retratada à semelhança do Sigillum do grande Rei do Fogo (Yod é o fogo secreto). Parece que ele está contemplando – num certo sentido, adorando – o ovo órfico (de cor esverdeada) porque este contém o término do Universo, enquanto que a serpente que o envolve é multicolorida significando a iridescência de Mercúrio, pois ele não é só criativo, mas também é a essência fluídica da Luz, que é a vida do Universo.

O mais elevado simbolismo nessa carta é, portanto, a Fertilidade, no seu sentido mais exaltado, e isso é refletido na atribuição da carta ao signo de Virgem, que é um outro aspecto da mesma qualidade. Virgem representa a forma mais inferior, mais receptiva, mais feminina da Terra, e forma a crosta sobre Hades.

O signo atribuído a esse Arcano (O Ermitão), como já dissemos, é Virgem, signo da Terra, mutável e regido por Mercúrio. Trata-se do signo mais feminino e receptivo, vinculado a Deméter, Deusa Mãe. É também o nome de Céres na Mitologia Grega. Deméter é uma das filhas de Cronos, é a Deusa da terra fértil, dos campos e dos cereais, especificamente do trigo. O grão de trigo é o alimento básico utilizado para fazer a farinha e, com esta, o pão. Seu significado simbólico representa a Abundância, a Fertilidade e a Riqueza. Representa a chave da vida. Era uma das divindades mais antigas, associada a Gaia e a sua própria mãe, Reia. Seu culto era praticado em diversas regiões do mundo helênico, onde assumia os nomes de Cíbele (Frígia), Ísis (Egito) e Ceres (Roma). Como dissemos antes, Demeter teve sua filha, a deusa Perséfone, raptada pelo irmão de Zeus, Hades, o que a fez percorrer o mundo todo até reencontrá-la no submundo, na condição de rainha. Isso ocorreu na primavera, por isso Deméter simbolizou a terra cultivável. O verbo do virginiano é: “Eu discrimino”, e sua sentença interativa é: “Eu aceito e colaboro com a perfeição e a ordem Universal.”

Raul Seixas, em Love is Magick (tradução a seguir), escreve:

Amor é número cósmicamente mágico

Adicione, multiplique e divida.

Divida o número nove,

Adicione quatro e multiplique.

Amor é a resposta

Eu Sou Deus espalhando câncer

Sob a Vontade, Amor é a Lei.

Nas Runas

Hagalaz
A raiz indo-européia da palavra runa, run, significa “mistério” ou “secreto” Isso é mais visível em um dos seus derivados, raunen, que quer dizer “murmurar” ou “falar em secreto”.

Há outros sistemas de escritura comparados com as Runas: as Runas Húngaras e o alfabeto uniforme turco, chamado Runas Göktürk.

As Runas não representam um simples alfabeto de uma escrita antiga, cada letra é um símbolo sagrado e autônomo. Cada Runa representa um arcano ligado a entidades representativas de deuses da Mitologia Nórdica. Os símbolos, por sua vez, possuem uma energia individual e uma vibração características que se expressam na força específica de cada Runa. O campo vibratório altera-se na medida em que vários símbolos são conjugados para um trabalho em grupo. É essa força que estimula a intuição do runamal (cujo significado é a Runa falada, ou os intérpretes que faziam as Runas falarem, que recebiam esse cognome).

Contam as lendas vikings (grande povo conquistador da Antiguidade, cujos domínios se estendiam por todo o norte da Europa, principalmente nas regiões onde hoje estão localizados os países nórdicos: Noruega, Dinamarca e Finlândia) que os deuses moravam no Asgard, um lugar localizado no centro do mundo. Lá crescia a “Árvore do Mundo” ou Yggdrasil. As raízes eram desconhecidas e serviam de comunicação entre o planeta que habitamos e o Éden.

As Runas são miticamente associadas ao deus nórdico Odin, que adquiriu todo conhecimento secreto pelo seu ato de auto-sacrifício ao ficar pendurado por nove dias e nove noites na “Árvore do Mundo”. O número nove é um dos números lunares, que representa as três fases da Lua (crescente, cheia e minguante), multiplicadas por si mesmas. O sacrifício de Odin trouxe à Humanidade essa escrita alfabética antiga, cujas letras possuíam nomes e sons significativos, mas que jamais chegaram a ser uma língua falada.

Dessa maneira, a letra rúnica ou runastafr tornou-se enriquecida de intuições de acordo com o talento do praticante de runemal, a pessoa que domina a arte desse oráculo. O alfabeto rúnico consiste de 24 letras grafadas e uma pedra em branco, conhecidas como Futhark, que foram extraídas dos símbolos das seis primeiras runas: Fehu, Uruz, Thurisaz, Ansuz, Raido e Kano. O Futhark foi dividido em três grupos conhecidos como Aettir; eles receberam os nomes de três deuses nórdicos.

As Runas estão ligadas a várias divindades vikings: Odin, deus da morte, da sabedoria e da magia; Frigg, Deusa Mãe e mulher de Odin; Thor, deus do trovão e inimigo dos gigantes; Njord, deus do mar, da pesca e da prosperidade; Frey, deus da fertilidade e da boa fortuna, filho de Njord; Freya, deusa do amor e da beleza, irmã de Frey; Heimdall, guardião dos deuses; Baldur, deus mais jovem, do Sol e do verão, filho de Frigg e de Odin; As Nornes, três deusas que guardavam a “Árvore do Mundo”; Urd era muito velha e vivia olhando para trás (passado); Verdanki era uma jovem que sempre olhava para o presente; e Skuld viva encapuzada e possuía um pergaminho fechado que continha os segredos do futuro.

Com o passar do tempo e com o crescimento do Cristianismo, as Runas ficaram no esquecimento por mais de 300 anos. Atualmente, a tradição do runemal renasce, transformando-se num dos métodos oraculares mais famosos no Ocidente. Lembramos que as Runas são um oráculo, e como tal não dá previsões sobre o futuro; elas não lhe isentam da responsabilidade de escolher o seu próprio futuro, pois você tem o poder maior: “o livre-arbítrio”.

As Runas chamam a atenção para as forças e motivações ocultas, que já se encontram no momento presente, embora “misteriosa” ainda para você. O crescimento contínuo do materialismo e da tecnologia está despertando no mundo o sentimento de resgate das coisas sagradas, do “oculto”. As Runas agem como mensageiras, facilitando o nosso autoconhecimento e cultivando uma espiritualidade maior que nos liga ao Universo e ao verdadeiro propósito de nossa jornada: A Felicidade! Mais adiante, você conhecerá as runas.

A Madras em 2007

A Madras não pára. Nossos projetos continuam audaciosos. E neste ano de 2007 teremos muitas novidades.

Lançaremos o Tarô Mitológico, de Juliet Sharman-Burke e Liz Greene, com 78 cartas coloridas; o Tarô Comparativo em Seis Idiomas, de Valerie Sim, com 78 cartas coloridas; o Tarô dos Mestres da Magia, de Laura Tuan e Severino Baraldi, com 36 cartas coloridas.

A Coleção Mestres do Esoterismo Ocidental é outra novidade para os nossos leitores. São oito volumes, todos editados por Wagner Veneziani Costa: Emanuel Swedenborg, coletânea de Michael Stanley; G.R.S. Mead e a Busca Gnóstica, coletânea de Clare Goodrick-Clark e Nicholas Goodrick-Clark; Helena Blavatsky, coletânea de Nicholas Goodrick-Clark; Jacob Boehme, coletânea de Robin Waterfield; John Dee, coletânea de Gerald Suster; Paracelso, coletânea de Nicholas Goodrick-Clark; Robert Fludd, coletânea de William Huffman; e Rudolf Steiner, coletânea de Richard Seddon.

Na linha infantil, depois do tremendo sucesso da coleção Hello Kitty, lançaremos a Betty Boop, uma personagem única, criadora de vários costumes, entre eles a minissaia. O título inicial é: Como ser uma Betty Boop – O Guia Indispensável para Libertar a Boop que Há Dentro de Você.

Como a maior editora de Maçonaria no Brasil, lançaremos, somente no primeiro semestre, mais de 20 títulos inéditos sobre o tema, entre eles: Maçonaria – Escola de Mistérios – A Antiga Tradição e seus Símbolos, de Wagner Veneziani Costa, estreando nessa área; a obra contém 672 páginas, mais 8 coloridas; Maçonaria e o Nascimento da Ciência Moderna, de Robert Lomas; O Livro Completo dos Maçons, de Barb Karg e John K Young, Ph.D.; Ilha Secreta dos Templários, de Erling Haagensen e Henry Lincoln; Ofício do Maçom, de Surrey Shepperton; Origem do Arco Real – Grau do Arco Real Inglês (1876), de George Oliver; Golden Dawn – Aurora Dourada, de Israel Regardie; O Livro da Filosofia Oculta, de Henrique Cornelius Agrippa; e A Sombra de Salomão, de Laurence Gardner.

Lançaremos títulos sobre a Umbanda e os Orixás, tais como: Iniciação à Umbanda, Iemanjá e Ogum e Xangô e Iansã, de Ronaldo Antonio Linares, Diamantino Fernandes Trindade e Wagner Veneziani Costa; Jogo de Búzios, de Ronaldo Antonio Linares, entre outros. Também traremos ao nosso leitor, clássicos como Fulcaneli – O Mistério das Catedrais e Giordano Bruno – Acerca do Infinito, do Universo e dos Mundos. Enfim, proporcionar ao leitor a oportunidade de buscar novos conhecimentos e a “Verdade” onde estiver será sempre o propósito da Madras Editora.

Introdução

Para mim está claro que a realidade do mundo não
é una, eterna, mas múltipla, e múltiplo é o ser do
homem porque possuem uma pluralidade de impulsos e
instintos, cada um com sua perspectiva própria em luta
constante entre si.”

Meus Amigos, Irmãos, Irmãs, Frateres, Sorores, Parceiros, Leitores, Clientes e Fornecedores, recebam os meus mais Verdadeiros votos de Luz, Amor e Paz!!!

A humanidade está cercada de mistérios, de grandes enigmas, os quais alimentam nossa sede por saber, por novas descobertas. O que seria de nós, se não houvesse mais nada a conhecer, se mais nada houvesse para descobrir? O que faríamos com nossa curiosidade, com nossa sede por saber?…

… O saber é infinito, e nunca demais…

Existe um Mistério maior que você?

Quando falamos em Mistérios, abrangemos um “todo” muito maior do que estas linhas poderiam simplificar, ou até mesmo traduzir, a respeito de tantos segredos. Poderíamos falar de Atlântida e Lemúria, das pistas de Nasca, de Stoneheng, da Ilha de Páscoa, do Santo Graal, dos Templários, das embocaduras do Planeta (Agartha), de Machu Picchu, do Triângulo das Bermudas, de UFOS (discos voadores), Vodu, Espiritualidade, Mediunidade, Vampirismo, Satanismo, Ocultismo, Misticismo, Fantasmas, das Profecias, da Bíblia, da Esfinge, das Pirâmides, das Civilizações Antigas, do Cosmos, das Dimensões, do Céu, do Inferno, das Palavras, do Sucesso, dos Corpos Físico e Espiritual, da Vida, da Verdade, do Amor, de Mim e de Você… Enfim, poderíamos falar de milhões de Mistérios.

Mas, o que é Mistério?

A palavra “mistério” deriva do grego muô, o ato de fechar a boca. Cada símbolo relacionado aos Mistérios continha significados ocultos, uma vez que Platão e vários outros sábios (filósofos) da Antiguidade os consideravam altamente religiosos, morais e benéficos, integrando uma verdadeira Escola de Ética.

A Ética (palavra originada diretamente do latim, ethica, e indiretamente do grego, ethiké) é um ramo da Filosofia, e um sub-ramo da Axiologia, que estuda a natureza do que consideramos adequado e moralmente correto. Pode-se afirmar também que Ética é, portanto, uma Doutrina Filosófica que tem por objeto a Moral no tempo e no espaço, sendo o estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana.

Os Mistérios mais difundidos na religião de mistério é uma forma de religião com arcanos, ou um corpo de conhecimento secreto. Nela, há um conjunto central de crenças e práticas de natureza religiosa que são reveladas apenas aos iniciados em seus segredos. Esses Mistérios eram comuns na antiguidade, como, por exemplo os Mistérios de Elêusis, o Orfismo, o Pitagorismo, o culto à Ísis, os cultos a Mitra e os gnósticos. Os druzos são um dos raros povos que ainda praticam uma religião de mistério. Sobre esses mistérios, sugiro a leitura de algumas obras editadas pela Madras, que podem contribuir para o seu conhecimento a respeito deles: Os Ritos e Mistérios de Elêusis, Dudley Wright; Os Mistérios de Ísis, deTraci Regula; Os Mistérios de Mitra, de Franz Cumont; A Biblioteca de Nag Hammadi – A Tradução Completa das Escrituras Gnósticas, de James M. Robinson; O Livro de Enoch – O Profeta; e Maçonaria – Escola de Mistérios – A Antiga Tradição e Seus Símbolos, de Wagner Veneziani Costa.

Os Mistérios de Ísis, de Orfeu, de Elêusis, de Ceres e de Mitra eram celebrados à noite, geralmente em grutas, labirintos e pirâmides. Tinham um caráter cósmico, cuja doutrina fundamental, dizia respeito à idéia de que “a terra é para o homem, simplesmente, um local de exílio, e o espaço sideral é a sua verdadeira morada”.

Formou-se, então, uma congregação de sábios, mundialmente constituída e que conservou, por milênios, a antiga sabedoria. A associação íntima da Ciência – notadamente a Astronomia – com os Grandes Mistérios é insofismável, haja vista o simbolismo astronômico empregado pelos seus adeptos.

O Papa Clemente de Alexandria (século II) afirmava que os Grandes Mistérios se referiam à Natureza e ao Universo – “Aí se completa toda a instrução, a natureza, e todas as coisas são vistas e conhecidas”.

O fato é que os Grandes Mistérios eram muito mais próximos da Ciência do que da Religião, que nessa época, pelo menos, era dirigida aos que ainda eram imaturos em questões relativas à sua inteligência e moralidade.

Por causa da grande dificuldade apresentada pelos símbolos e criptogramas referentes aos Mistérios e aos seus segredos, ao longo das eras, não se pode reconstituir o quadro das antigas iniciações. Resta-nos a palavra de Lúcio Apuleio (século II): “Não tenho nenhuma dúvida, curioso leitor, de que estás ávido por saber o que aconteceu quando eu entrei. Se me fosse permitido dizer-te e se te fosse permitido ouvi-lo, dentro em breve saberias tudo. Mas, no nosso caso, a minha língua teria de sofrer pela sua indiscrição, e os teus ouvidos, pela sua curiosidade”.

Filon, o Judeu (século I), acrescenta: “Os Mistérios eram conhecidos por revelarem a ação secreta da natureza”.

E o autor Andrew Thomas complementa: “É evidente, pelos documentos históricos precedentes, que as Escolas de Mistérios não só abriam os olhos para o EU subliminar e elevavam o homem a um plano cósmico de consciência, como também lhe davam uma instrução científica e dados precisos sobre a história desconhecida da humanidade”.

No Timeu, de Platão, Sólon abre uma brecha no segredo, dizendo que os sacerdotes egípcios lhe atribuíram cronologia datada de nove mil anos anteriores à sua época. Thomas pressupõe registros históricos e egípcios cobrindo várias eras.

Os Rishis Hindus

A Índia tornou-se no foco irradiador da tradição dos “diplomados da Universidade da Humanidade”, dando-lhes o título de RISHIS.

Um dos livros mais antigos da Índia e da Humanidade é o Avatumsaka Sutra. Esse livro relata o seguinte: “Desde o início da civilização, o homem confunde a mentira com a verdade. Para esclarecer essa situação convenientemente, foi criado um sistema secreto do saber, o qual foi denominado “Alaya Vijnana”. Fez-se uma pergunta: Quem detém o saber? O texto desse livro responde: “Os Grandes Mistérios do Himalaia” (Senhor Shiva).

“Se bem que invisíveis aos olhos dos homens comuns,
esses Seres são visíveis para os videntes, e os ‘puros
de coração’ podem comunicar com eles.
Como sentinelas silenciosas, colocados no Himalaia,
Muralha da Terra, eles velam com um divina
compaixão, até que a noite de Kali Yuga
termine a sua ronda ainda longa e se levante
o dia de uma nova aurora
sobre todas as nações”.
(Ewans-Wentz – Tibet’s Great Yogi Milarepa).

Atualmente, o Kali Yuga nos seus estertores sufoca toda a humanidade globalizada. O alerta de Ewans-Wentz, um dos grandes mitólogos e orientalistas, muito bem capacitado, soa como uma “previsão” nos nossos ouvidos, que foi confirmada recentemente por um livro que elenca as etapas já vividas pela história da Humanidade e indica a próxima fase que governará todo o globo terrestre, forçosamente, quer queiram todos os habitantes da Terra ou não. O futuro irá nos apresentar o momento do nascimento de uma nova etapa, importantíssima: A ERA DO SABER.

A Era do Conhecimento

Lester C. Thurow, um dos professores mais respeitados de Economia do famoso Massachussets Institute of Technology (MIT), com toda a sua autoridade internacionalmente conhecida, revela isto no seu livro O Futuro do Capitalismo. Ele afirma e dá detalhes do que o nosso futuro nos reserva, irremediavelmente. Coincidência! Dirão os céticos, esquecidos ou ignorantes de que as coincidências não existem!

“O mestre arranca as raízes da árvore do mal com a espada da sabedoria”, ele pertence à Trilha Sagrada do Guerreiro de Shambhala, no dizer de Chögyam Trungpa.

“Os lendários Mahatmas (grandes almas) do Himalaia não são iniciados isolados, mas membros de uma confraria consagrada à ressurreição espiritual da humanidade. Esta foi, pelo menos, a crença geral dos povos da Índia e do Tibete.” (Andrew Thomas – Shambala – A Misteriosa Civilização Tibetana)

“Os membros da confraria não são onipotentes nem tirânicos. Não fazem mais do que influenciar, impelir, persuadir, refrear. Os seus instrumentos são a lei natural, e as matérias com as quais trabalham são os desejos, as esperanças, os receios, as paixões, os apetites, as antipatias e os ódios, os motivos egocêntricos e os projetos da humanidade que, no seu conjunto, se inclinam ainda para os ídolos do teatro, do covil, do mercado, da tribo, cuja vontade é o impulso brutal das reações patológicas e que, mentalmente, ficou um pouco acima dos caçadores de mamutes. Os homens que têm abertos os olhos da compreensão cooperam com eles, mas homens desses são raros. São os diplomados pela Universidade da Humanidade”. (Walter Owen)

Pitágoras citou uma viagem de Apolônio de Tiana a uma longínqua região do Himalaia (certamente o Tibete), onde esse sábio, cuja vida é confundida por muitos criacionistas com a de Jesus Cristo, hauriu ensinamentos de preciosa sabedoria.

Pitágoras e Apolônio foram adeptos de um sistema antiqüíssimo de instrução iniciática denominado “Os Grandes Mistérios”.

Os Pequenos Mistérios eram vividos pela população em seus cultos populares, entretanto, os Grandes Mistérios englobavam os espíritos elevados de homens cultos que eram capazes de se elevarem acima do nível das massas: homens como Pitágoras e Apolônio de Tiana. Segundo Celso (século 2): “Deixai aproximar-se aquele cujas mãos estão puras e cujas palavras são sábias”.

“Vós, ó Iniciados, vós cujos ouvidos estão purificados,
recebem isto nas vossas almas como um mistério que
jamais deve ser perdido! Não o reveleis a nenhum profano!
Guardai-o e conservai-o em vós mesmos com
Um tesouro incorruptível, não como o ouro e a
Prata, mas mais precioso do que qualquer outra
Coisa – porque é o conhecimento da Grande
Causa, da Natureza, e do que nasceu das duas.”

Filon, o Judeu.

“A maior parte da filosofia grega teve a sua origem nos Mistérios do Egito”. Pitágoras e Platão tiveram como mestres os Grandes Sacerdotes do vale do Nilo.

“Heródoto, o Pai da História Antiga, falou dos Mistérios com grande respeito: “Imponho-me um profundo silêncio acerca desses Mistérios, a maior parte dos quais não são conhecidos”. Platão disse numa carta a Denys, o Jovem – “Devo escrever-vos em enigmas, para que a minha missiva, se for interceptada, por terra ou mar, não possa, em nenhum grau do conhecimento, ser entendida por aquele que a ler”. Os Mistérios usavam a linguagem hermética.

No Livro dos Mortos Tibetano, o doutor Ewans-Wentz diz: “Desde os tempos mais remotos existe um código internacional secreto de símbolos de uso comum dos iniciados, que dá a chave da significação dessas doutrinas secretas, símbolos que ainda são ciosamente guardados pelas confrarias religiosas da Índia, do Tibet, da China, da Mongólia e do Japão”. (Lama Kazi Dawa-Sandup – O Livro dos Mortos Tibetano, Madras Editora, 2004).

Pitágoras trouxe da Índia a doutrina da reencarnação e houve trocas de conhecimentos entre os iniciados da Ásia com os da bacia do Mediterrâneo, mesmo se levando em consideração as enormes distâncias que os separavam. Cícero e Virgílio opinaram sobre a reencarnação como sendo a expiação ou a glorificação de atos cometidos em vidas passadas. Deduz-se que essa idéia se originou na Índia, com a qual Grécia e Roma mantinham contatos comerciais e culturais. A doutrina da reencarnação surgira em Cretona, Itália, muito subitamente.

Durante as cerimônias de iniciação aconteciam coisas notáveis, é o que nos contam os autores clássicos, como Platão, em Fedra: “Tornamo-nos espectadores de visões perfeitas, simples, imutáveis e abençoadas, que consistem uma pura luz”.

Procles (século V) afirmava: “Os deuses apresentam muitas formas de si próprios, aparecem sob aspectos variados e por vezes oferecem à vista apenas aparência de uma luminosidade sem contorno”.

Sócrates dizia: “Quem estabelecia os Mistérios eram homens de grande gênio”.

Manifestaram-se também: Píndaro, Plutarco, Eurípedes, Aristóteles, Cícero, Epicteto, Marco Aurélio e muitos outros. É um fato histórico, portanto, o respeito dos homens que constituíram a Idade Clássica da História da Humanidade, a grande ciência, o imenso saber e a alta filosofia das Escolas de Mistérios egípcias.

Mistérios de Elêusis

Em tempos imemoriais, uma colônia grega vinda do Egito havia trazido para a tranqüila baía de Elêusis o culto da grande Ísis, a deusa egípcia, sob o nome de Deméter ou mãe universal. Desde esse tempo, Elêusis ficou sendo um centro de iniciação.

Os Mistérios de Elêusis eram segredos ciosamente guardados, protegidos por sanções, tais como a morte para qualquer pessoa impura que espiasse os ritos sagrados, ou o confisco das terras de um iniciado que revelasse os segredos do culto.

Deméter e sua filha, Perséfone (Céres e Prosérpina para os romanos), presidiam os pequenos e os grandes mistérios. Daí seu prestígio. Muitos desses mistérios ainda não foram desvendados; no entanto, no grande complexo de templos de Elêusis, notadamente no grande Templo de Deméter, o Telesterion, os estudiosos têm descoberto esculturas e pinturas em vasos que representavam alguns desses ritos.

Se o povo reverenciava em Deméter, a terra-mãe e a deusa da agricultura, os iniciados viam nela a luz celeste, mãe das almas e a Inteligência Divina, mãe dos deuses cosmogânicos. Os sacerdotes de Elêusis ensinaram sempre a grande doutrina esotérica que lhes vinha do Egito, da qual a Maçonaria é a grande depositária nos dias atuais. Esses sacerdotes, porém, no decorrer do tempo, revestiram essa doutrina com o encanto de uma mitologia plástica, repleta de beleza.

A doutrina da vida universal

O ritual dos Mistérios de Elêusis encontrava expressão na lenda da deusa Deméter e sua filha Perséfone, raptada por Hades (Plutão), rei do Mundo Inferior, quando colhia flores com suas amigas, as Oceânidas, no vale de Nisa. Deméter, ao tomar conhecimento do rapto, ficou tão amargurada que deixou de cuidar das plantações dos homens aos quais havia ensinado a agricultura. Os homens morriam de fome, até que Zeus (Júpiter), que havia permitido a seu irmão Hades raptar Perséfone, resolveu encontrar uma forma de reparar o mal cometido. Decidiu, então, que Perséfone deveria voltar à Terra durante seis meses para visitar sua mãe e os outros seis meses passaria com Hades. Outros dizem que ela ficaria quatro meses do ano com Hades e os outros oito meses na Terra com sua mãe.

O mito simboliza o lançar sementes à terra e o brotar de novas colheitas, uma espécie de morte e ressurreição. No seu sentido íntimo, é a representação simbólica da história da alma, de sua descida na matéria, de seus sofrimentos nas trevas do esquecimento e depois sua reascensão e volta à vida divina.

É a Doutrina da vida Universal, que se encerra no simbólico grão de trigo de Elêusis, que deve morrer e ser sepultado nas entranhas da terra, para que possa renascer como planta, à luz do dia, depois de abrir caminho através da escuridão em que germina.

É a mesma doutrina pela qual o candidato, tendo passado por uma espécie de morte simbólica na Câmara de Reflexões, renasce para uma nova vida como maçom e progride por meio do esforço pessoal, dirigido pelas aspirações verticais que são simbolizadas pelo prumo.

As Deusas e os Deuses na Wicca

Para a Wicca, existe um Princípio Criador que não tem nome e está além de todas as definições. Desse princípio, surgiram as duas grandes polaridades que deram origem ao Universo e a todas as formas de vida: Princípio Feminino ou Grande Mãe.

A Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação. É associada aos mistérios da Lua, da Intuição, da Noite, da Escuridão e da Receptividade. É o inconsciente, o lado escuro da mente que deve ser desvendado.

A Lua nos mostra sempre uma face nova a cada sete dias, mas nunca morre, representando os mistérios da Vida Eterna.

Na Wicca, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem, a Mãe e a Velha Sábia, sendo que esta última ficou mais relacionada à bruxa na imaginação popular. A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte feminina presente em todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal!

Princípio Masculino ou Deus Cornífero

Da mesma forma que toda luz nasce da escuridão, o Deus, símbolo solar da energia masculina, nasceu da Deusa, sendo seu complemento e trazendo em si os atributos da coragem, pensamento lógico, fertilidade, saúde, alegria e amor. Da mesma forma que o Sol nasce e se põe, todo o dia, o Deus nos mostra os mistérios de Morte e do Renascimento.

Na Wicca, o Deus nasce da Grande Mãe, cresce, torna-se adulto, apaixona-se pela Deusa Virgem, eles fazem amor, a Deusa fica grávida, o Deus morre no inverno e renasce novamente, fechando o ciclo do renascimento que coincide com os ciclos da Natureza (Solstícios e Equinócios), e mostra os ciclos da nossa própria vida. Para alguns, pode parecer meio incestuoso que o Deus seja filho e amante da Deusa, mas é preciso perceber o verdadeiro simbolismo do mito, pois do útero da Deusa todas as coisas vieram, e para ele tudo retornará. Se pensarmos bem, as mulheres sempre foram mães de todos os homens, pelo seu poder de promover o renascimento espiritual do ser amado e de toda a Humanidade.

Mas o sentido profundo do simbolismo na Bruxaria só pode ser verdadeiramente entendido por meio da meditação e do contato intuitivo com a energia dos Deuses.

Eu Sou, Apenas o que Sou,

Wagner Veneziani Costa

Fontes:

Shambhala – A Misteriosa Civilização Tibetana, Andrew Thomas – ed. Bertrand Lisboa, 1979.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Religião de Mistérios

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mistérios de Elêusis

http://www.jornalinfinito.com.br