Mostrando postagens com marcador Curiosidades Medonhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Curiosidades Medonhas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Maçonaria – Antigas Escolas de Mistérios



O “Maçonaria e Satanismo” está de volta iniciando os Posts de 2014 com essa nova série de Posts que foi anunciada em dezembro.
Como o título dessa nova Série é “A Tradição e a Origem da Maçonaria e do Satanismo”, vamos dar início explicando um pouco sobre as Antigas Escolas de Mistério.
Imagino que a maioria dos leitores aqui do Blog já esteja um pouco familiarizado com essa ideia de Mistérios Antigos, no entanto, como iremos falar de alguns deles, em específico, no decorrer dos próximos Posts, a minha ideia aqui é falar um pouco do porquê existe a relação desses Mistérios com a Maçonaria.
No Post “Maçonaria Milenar?” eu já explanei sobre o fato de que não há dados de que a Maçonaria tenha existido há milênios. O que existe é uma Tradição Maçônica, onde elementos de culturas, civilizações e instituições antigas foram incorporados na Ordem.
“Mas se tudo isso se trata apenas de uma Tradição, por que falarmos disso?”
Os motivos são bem simples: O primeiro é porque temos elementos dentro da Ordem que têm origem nessas Antigas Escolas de Mistério (independente desses símbolos terem sido colocados dentro da Ordem por causa disso ou não). O segundo é que diversos autores apresentaram a história da Maçonaria começando pelos Mistérios Antigos. Portanto, não podemos deixar de falar desse assunto como um todo antes de falarmos especificamente dessas Escolas.

A Maçonaria Tem Origem Nos “Antigos Mistérios”?

As Antigas Escolas de Mistérios pertenceram às antigas civilizações como a Pérsia, Babilônia, Suméria, Egito, Grécia e etc.
Basicamente, tais mistérios eram de conteúdo místico-ocultista, mas o que os diferenciava das religiões em si é que esses mistérios tinham o caráter iniciático. Haviam cerimônias de iniciação e/ou de passagem para que o indivíduo se tornasse conscientemente um membro dessas instituições de mistério. Dessa forma, não era possível que outras pessoas não-iniciadas fossem membros da mesma, o que fazia com que esses grupos não fossem públicos (salve algumas exceções).
Essas são as duas maiores características que fazem com que as Ordens de hoje sejam facilmente associadas a esses Antigos Mistérios. E foi a partir daí que começou a surgir a ideia de que existiu um caminho sólido e claro dos Mistérios Antigos até as Ordens Iniciáticas de hoje em dia.
Em raríssimos casos (como é o caso da Maçonaria) existem teorias mais bem fundamentadas para tratar de uma possível origem em um passado antigo e que foi se modificando até se tornar o que é a Maçonaria hoje. No entanto, é importante ressaltar duas coisas:
A primeira é que, a ligação com a antiguidade que a Maçonaria pode ter não é exatamente a dos Mistérios que muitos autores defendem. Explico…
As evidências que temos acerca da antiguidade da Maçonaria vão apenas até o início da Idade Média Baixa – todo o resto são apenas hipóteses e teorias.
Desde o Século XVIII, já existiam teorias de que a Maçonaria surgiu dos Egípcios, dos Persas, dos Hindus, do Éden e até mesmo de uma época onde a matéria ainda não existia (ou seja, ela teria tido origem nos planos espirituais).
Portanto, quando vemos hipóteses mais fundamentadas de que a Maçonaria Operativa possa ter tido origem no Egito antigo, isso não quer dizer que essa teoria esteja defendendo que a Maçonaria teve origem nos Antigos Mistérios do Egito. Não é exatamente disso que se trata!
Tratam-se de hipóteses que falam sobre os princípios, lendas e tradições dos construtores e das sociedades de construtores que podemos encontrar nos séculos antes de Cristo. O pensamento ocultista não faz parte dessa suposta ligação entre eles (mesmo porque, se o leitor acompanha esse Blog já viu que todos os dados que temos até o momento nos mostram que a Maçonaria Operativa seguia os preceitos católicos). A associação às práticas dos Mistérios Egípcios (ou de qualquer outro) existe devido a algumas semelhanças que se encontram na Ordem, no entanto, a grande maioria delas foi implantada depois de já existir a Maçonaria Moderna (e por isso se trata apenas de uma Tradição Maçônica).
Quando traçamos essa ideia de que uma coisa foi dando origem à outra, acaba acontecendo o que já acontece hoje. Quase todas as Ordens Iniciáticas se dizem sucessoras (e legítimas) dos Antigos Mistérios. Dessa forma, temos muitos membros de Ordens defendendo que a sua Ordem é a mais antiga de todas (quando, na verdade, nenhuma delas veio de fato de épocas tão distantes).
O segundo ponto a ser tratado é que, desde que se passou a alegar que esses Mistérios foram se modificando (em instituições diferentes) até se tornarem as Ordens de hoje, passou-se também a se achar que mesmo entre essas instituições antigas houve ligação e sucessão de pensamento entre elas (sendo que também não há evidências de que isso tenha acontecido). Ou seja, pegam-se alguns desses Antigos Mistérios e diz-se que ‘x’ deu origem a ‘y’ e que ‘y’ deu origem a ‘z’.
Nem todo mundo propõe a mesma linha sucessória, mas algumas são mais usadas que outras, como por exemplo a sequência entre os Mistérios Egípcios, Hebraicos, Gregos e etc (sendo que alguns ainda colocam os Mistérios Caldeus e Persas como predecessores dos Mistérios Egípcios).
A questão é que essas “instituições de mistérios” são quase tão antigas quanto as próprias civilizações (já que os pensamentos místicos e religiosos surgiam logo que aquele grupo se estabelecia como sociedade – as vezes só sendo possível se estabelecer como sociedade após o estabelecimento das diretrizes religiosas).
É claro que também existem pontos em comum entre os Mistérios (e algumas vezes houve sim uma característica ou outra que realmente veio de uma Escola de Mistérios que não era aquela), entretanto, é preciso de um pouco mais do que isso para se afirmar categoricamente que qualquer um dos Mistérios Antigos teve origem nos Mistérios de outra civilização.

Hierarquia Espiritual?

O leitor mais envolvido talvez esteja se perguntando: “Quer dizer então que não existe qualquer ligação direta entre os Mistérios Antigos e a Maçonaria (ou outras Ordens Iniciáticas)?”
Não, não existe ligação direta! No entanto, vou tocar em um ponto delicado!
Quando estamos falando em misticismo, não podemos deixar de lado os motivos que levam as pessoas a pensarem que exista essa linha sucessória iniciática (mesmo que os dados não corroborem essas ideias).
Inúmeros ocultistas famosos (e de credibilidade no meio iniciático) têm seus depoimentos sobre tudo fazer parte de uma organização astral onde as muitas instituições que temos, desde o passado, serem sucessórias no aspecto espiritual.
“Mas o que exatamente isso quer dizer?”
Tudo isso quer dizer que, em teoria, existe uma hierarquia nos planos espirituais e que muitos seres desses planos, já em níveis mais elevados (que podemos chamar aqui de ascensionados – ou qualquer outro nome que você queira dar), cuidam de uma série de fatores para que o nosso mundo seja “como tem que ser”.
Entre esses seres, teríamos um grupo que cuida da transmissão desse conhecimento no passar das Eras e até mesmo um Mestre para cuidar exclusivamente da Maçonaria.
Dessa forma, os pontos em comum com quaisquer Mistérios Antigos teriam sido plenamente calculados para estarem na Maçonaria. Logo, enquanto os dados mostram que uma prática ‘x’ foi inserida, dentro de um ritual, apenas no século XVIII, se nos basearmos nessa ideia poderíamos dizer que o membro que adicionou esse elemento só o fez porque foi “conduzido” a fazê-lo. Sabe aquele papo de pessoas inspiradas por Deus para escrever a Bíblia? Então, é algo parecido, mas esses autores costumar relatar como essas informações chegaram até eles.
Existem casos de viagens astrais, casos de acesso aos registros akáshicos, casos de visões, casos de conversas diretas com seres dessas hierarquias espirituais e outros. Sendo que essas práticas (e outras mais) podem ser encontradas nas obras de praticamente todos aqueles que foram reconhecidos como grandes ocultistas – como Eliphas Levi, Israel Regardie, Aleister Crowley, Franz Bardon, Allan Kardec, Max Heindel, Helena Blavatsky, Papus e muitos outros (mesmo que estes não tenham falado de todas essas práticas).
Mas por causa disso quer dizer que você deve acreditar que existe essa relação espiritual?
Não, isso não quer dizer nada. Você pode acreditar ou não. Particularmente, penso que, independente do que você tem como verdade, vale a pena conhecer esse material. Até porque, é um material que te levará até outras correntes do pensamento místico que podem ser bem interessantes.
No caso da Maçonaria, se você pegar as obras do Charles Leadbeater, você chegará até a Teosofia. Se você pegar as obras do Papus, elas te levarão até o Martinismo. Se você pegar as obras do Manly Hall, você encontrará a literatura da Fraternidade Rosacruz. E por aí vai…
[Se algum Irmão quiser mais indicações, já sabe que pode solicitar por e-mail...]
Meu incentivo continua sendo o da leitura para conhecimento. Aos que se identificarem e tomarem tais questões como verdadeiras, lembre-se do cuidado que é preciso para que você não acabe tomando decisões ou aceitando certas questões devido ao fato de você acreditar nessa literatura. Lembre-se do que já foi dito no Post O Perigo dos Preceitos Religiosos.
No mais, creio que esse Post tenha sido suficiente para que o leitor tenha entendido que, quando os próximos Posts tratarem especificamente das Escolas de Mistério mais relevantes, é devido a Tradição e não a defesa de que a Maçonaria tem uma origem direta das Antigas Escolas de Mistério.

Maçonaria – Mistérios Egípcios


Seguindo adiante, vamos falar dessa que é considerada por muitos (o que não quer dizer que seja verdade) a escola de mistérios mais antiga a influenciar a Maçonaria: Os Mistérios Egípcios!
É no Egito que, de certa forma, começamos a estabelecer o conceito mais antigo de Mistérios Antigos que vieram a influenciar as Ordens Iniciáticas em determinadas épocas como o Iluminismo e, logo em seguida, o Pós Iluminismo.
Historicamente falando, existiram Escolas de Mistério mais antigas do que a do Egito, mas alguns fatores fizeram com que esses mistérios mais antigos não fossem de influência tão grande como o dos egípcios.
Um dos motivos é pelo fato de que não se tinham muitos dados sobre esses outros mistérios na época em que as Ordens Iniciáticas Europeias começaram a se desenvolver. E o que se tinha parece não ter tido tanto apelo assim. Já o Antigo Egito, passou a ser mais popular (juntamente com algumas outras Escolas que falaremos em outros Posts) após o período do Renascimento, que foi o Período onde se teve uma “busca pelo conhecimento do passado”.
Essa volta ao passado fez com que o conhecimento de antigamente se tornasse algo especial e importante para os novos movimentos que surgiram a partir dessa época.
Uma dessas influências é a ideia dos Símbolos (que foi bastante trabalhada através dos Hieróglifos Egípcios) e a outra foi a ideia dos Rituais/Cerimonias (que teve forte influência das Cerimônias Fúnebres e dos Mistérios de Osíris).

Hieróglifos

Os Hieróglifos foram uma mistura de símbolos e grafia do Egito e que até hoje servem como bons exemplos de símbolos e de suas influências, principalmente quando precisamos explicar qual é a proposta de um símbolo – que é o de reunir e apresentar um conjunto de ideias através de uma imagem que possa representar tudo aquilo.
Os hieróglifos são realmente importantes como exemplo porque eles nos permitem avaliar a ideia de um símbolo de forma muito metódica.
O processo de criação de um símbolo não se dá quando você pensa em criar um símbolo para só depois dar um significado a ele (ou, pelo menos, não deveria ser assim). O símbolo surge da necessidade de uma representação que se dará de forma emblemática.
É por isso, inclusive, que os hieróglifos não podem ser entendidos APENAS como símbolos, pois muitos deles tinham características fonéticas (que é o que nos mostra que tratam-se também de grafia). Ou seja, eram símbolos que também expressavam sons específicos de acordo com determinada representação.
Essa mesma cultura de símbolos (dos hieróglifos) influenciou também os números egípcios, onde podemos ver os números sendo representados por símbolos que continham ideias que pudessem representar aquela grande quantidade que aqueles números representavam. Como exemplo temos o número 1.000.000, cujo desenho era o de uma pessoa em adoração/veneração aos deuses (que eram os Senhores que governavam todas as pessoas). Da mesma forma que o 100.000 era representado por um sapo (que era um símbolo de fertilidade para eles) e o 10.000 era representado pelo dedo do faraó, por simbolizar o poder.

Cerimônias

Quanto aos Rituais de Cerimônias Fúnebres terem influenciado as cerimônias da Maçonaria (e de outras Ordens Iniciáticas), cabe aqui uma explicação anterior.
Os motivos mais prováveis para que cerimônias tenham sido implantadas na Maçonaria é o fato de que elas já existiam na igreja católica e ter essas cerimônias na Ordem fazia com que o membro tivesse melhor identificação com a mesma.
Entretanto, esse era apenas o motivo para existirem essas cerimônias, mas o processo e o objetivo principal delas (principalmente no que tange a Iniciação) não tinham os mesmos princípios e objetivos cristãos.
Para os mais familiarizados com o tema Iniciação (seja com relação à Maçonaria ou a quaisquer outras Ordens Iniciáticas) não é nenhuma novidade que o objetivo do processo de iniciação é apresentar um novo mundo ao novo membro da Ordem, através do processo (simbólico, obviamente) do renascimento.
O iniciado estaria morrendo para renascer em um novo mundo com uma representação simbólica da sua morte e renascimento (como as folhas que caem no Outono e renascem na Primavera).
É aqui que passamos a ver algumas características dessas cerimônias egípcias na Maçonaria (lembrando que a Maçonaria tem vários Ritos e Rituais e, devido a isso, as cerimônias de iniciação são diferentes umas das outras – mas apenas em “forma” e não em “essência”).
As cerimônias fúnebres foram consideradas muito importantes, dentre todas as cerimônias egípcias, porque sendo a vida o maior bem que todos nós temos, o entendimento da morte, naturalmente, passa a ser extremamente crucial.
Juntamente a ela, também existiu uma outra cerimônia importantíssima, e que também tinha relação com a morte e que foi importante (principalmente como referencial) para diversas ordens e movimentos iniciáticos futuros, que foram as cerimônias dos Mitos de Osíris, também conhecidos como os Mistérios de Osíris.

Mistérios de Osíris

Essa cerimônia, comemorada periodicamente no Antigo Egito (após, obviamente, o mito de Osíris ficar mais difundido), consistia em contar a história de Osíris e apresentar a história do seu “renascimento”.
Na história de Osíris, ele foi um grande governador do Egito (?) que foi traído e morto por seu irmão Seth. Existem muito mais do que apenas uma versão dessa história (acerca de como esses eventos se desenrolaram), portanto, vou me limitar apenas a colocar a ideia principal desse evento (que foi a traição de Seth) e a busca de Isis (sua esposa) pelo corpo do marido.
Nos contos (que também divergem), após o corpo de Osíris ter sido esquartejado e espalhado pelo Egito, Isis vai atrás desses pedaços para conseguir reunir o corpo de Osíris.
O processo de juntar os pedaços do corpo (na tentativa de reconstruí-lo) para que Isis pudesse ressuscitá-lo (e daí ter uma relação sexual com ele) é considerado por muitos como a primeira mumificação (lembrando que estamos falando de um mito, é claro).
Entretanto, após o ocorrido, Osíris passa a reinar apenas no plano dos mortos (enquanto é vingado por seu filho Hórus, na terra).
Esse processo da mumificação (das cerimônias fúnebres, que colocavam o corpo em um “caixão” para que no futuro pudesse ressuscitar) e a ressurreição de Osíris (que que foi outra forma de superar a morte) foram grandes influenciadores da ideia principal de morte e renascimento que viria a ser reproduzido por inúmeras culturas posteriores, mesmo antes das Ordens Iniciáticas (e tenho certeza que você consegue pensar em algumas religiões aqui), mas que passou a ser muito importante dentro delas, já que esse é o caráter da esmagadora maioria dos procedimentos de iniciação que temos nas Ordens hoje em dia.

A Tradição e os Mistérios Egípcios

Eu usei como referência essas duas questões (dos hieróglifos e do mito de osíris) por serem questões muito evidentes e impactantes nos movimentos iniciáticos que surgiram após a Queda da Idade Média, no entanto, isso não quer dizer que essas questões tiveram influência diretamente do Egito Antigo até chegar nessas Ordens (como também não quer dizer que o Egito foi a primeira civilização a ter essas referências).
O que acontece é que, desde o advento do Renascimento, voltou-se a olhar esse passado pré-cristão e passou-se a buscar nele questões místicas que pudessem ser aplicadas e representadas na época em que se estava vivendo. Dessa forma, mesmo que o fator mais determinante para ter existido cerimônias na Maçonaria tenha sido o fato (já citado) de, por já existirem cerimônias na Igreja Católica Romana isso ter facilitado a aceitação e o trabalho por parte daqueles que viriam a se tornar maçons, o que esses maçons buscavam para dar essas explicações, de acordo com que a Ordem ia se desenvolvendo, eram as explicações acerca dos Mistérios Antigos.
Dessa forma, muitas coisas dentro da Ordem passaram a ser creditadas aos Mistérios Antigos (para que a Ordem pudesse ter um “ar de antiguidade” que parece sempre dar mais prestígio) e outras foram realmente inseridas em um determinado Ritual por ser um Símbolo Antigo e que faria referência direta a esses Mistérios (o que, naturalmente, acabava gerando – por alguns – a ideia de que a Ordem teve origem naqueles tempos longínquos, quando na verdade era só uma referência a uma tradição do passado).
Alguns não veem isso como um problema no sentido de “não poder afirmar que só existem cerimônias na Maçonaria por terem existido essas antigas cerimônias do passado”, já que a própria Igreja Católica também se baseou em cerimônias antigas para organizar suas próprias cerimônias. Ou seja, se existem cerimônias na Maçonaria devido ao fato de existirem na Igreja Católica, mas as cerimônias da Igreja Católica existem devido a cerimônias mais antigas, por que não se poderia afirmar que só existem cerimônias na Maçonaria porque antes existiram cerimônias na antiguidade? Mas isso fica a critério de cada um…
Portanto, e voltando ao foco, não há influência direta dos Mistérios Egípcios na Maçonaria (como também não há com relação aos Templários e diversas outras instituições, como sempre friso). Entretanto, não se pode ignorar que muitos símbolos, mitos e procedimentos foram adotados baseando-se nos Mistérios Egípcios e, mesmo os que não foram – mas que são encontrados nos Rituais – podem ser tomados como parte da Tradição Maçônica.
Em outras palavras, pode até não existir uma relação direta que ligue a Maçonaria aos Mistérios Egípcios, mas se eles (os Mistérios Egípcios) foram um influenciador para várias coisas que existem na Ordem (incluindo muitas histórias que aparecem nos Rituais), é importante entendermos um pouco dele no estudo da “História e da Tradição da Franco-Maçonaria”.

Maçonaria e o Caminho da Mão Direita


Antes de dar início a esse Post, gostaria de agradecer a todos os visitantes, leitores do Blog “Teoria da Conspiração”, do Marcelo Del Debbio, que aqui estão desde a sexta feira, e aos seus comentários e elogios.
Aviso-lhes que ainda farei um Post para falar sobre isso.
Seguindo em frente, hoje vamos falar um pouco do Caminho da Mão Direita, em oposição ao Caminho da Mão Esquerda, que foi falado em nosso último Post sobre o “Satanismo e o Caminho da Mão Esquerda”.
Se você entendeu bem que o Caminho da Mão Esquerda é um caminho solitário e que se preocupa, diretamente, com o desenvolvimento pessoal e particular, irá entender bem o que é o Caminho da Mão Direita.
No Caminho da Mão Esquerda, que é o da Razão, é muito comum o desenvolvimento intelectual. Ou seja, parte do desenvolvimento se dá através do discernimento.
Já na Mão Direita, o processo é diferente. Você pode se desenvolver, plenamente, sem o discernimento da razão. Nesse caminho, suas ações não estão diretamente ligadas a nenhum tipo de compreenssão (por mais que essa compreensão, em si, tenha o levado a seguir o caminho da Mão Direita).
A Meditação é uma forma muito boa de se representar o “Caminho da Mão Esquerda”. Em contrapartida, a Caridade é a melhor forma de representar o “Caminho da Mão Direita”. Em teoria, na Mão Direita você praticamente irá abdicar de si mesmo para se preocupar com o próximo.
O melhor exemplo desse caminho será sempre o daquele que é considerado o melhor exemplo de Virtude já visto na humanidade, que é Jesus. Mas existem outros que também expressam muito bem essa ideia como: A Madre Teresa de Calcutá, o Mahatma Gandhi, o atual Dalai Lama e até o Super Homem.
Todos eles abdicaram da sua vida em prol do próximo.
Como exemplos práticos na sua vida, podemos pensar naquelas pessoas que resolveram passar um feriado de “dia das crianças” em um orfanato, dando brinquedos e atenção às criancinhas, ao invés de ficar em casa com a família ou os amigos, aproveitando que é feriado.
É aquele que utiliza boa parte do seu “décimo terceiro salário” pra fazer uma criança feliz, pegando algumas cartinhas no projeto “Papai Noel dos Correios” - ou mesmo, doando pessoalmente.
E é também aquele que chega cansado, depois de um dia de 12 horas de trabalho, mas faz questão de utilizar o seu tempo dando atenção aos seus avós, que já passaram dos 80 e que ficam muito felizes em ter essa atenção.
Em outras palavras, a Mão Direita reflete muito bem a virtude em si. Representa aquele que se preocupa com o próximo, antes de se preocupar consigo mesmo.

E Como Isso Funciona Com As Ordens Iniciáticas?

Nas Ordens Iniciáticas, o objetivo em geral é o aperfeiçoamento do homem. No entanto, os caminhos para isso são bem distintos.
Em uma Ordem da Mão Esquerda você vai encontrar um estudo mais acadêmico e uma prática ocultista/espiritual mais focada. Geralmente, haverá práticas e exercícios que você deverá realizar em um local calmo em que você possa fazê-los sem ser perturbado.
Nas Ordens da Mão Direita, o conhecimento será bem menos específico e a prática irá visar o todo e não o particular. Isso faz com que o aprimoramento da virtude seja ressaltado, como por exemplo, em ações sociais. É comum também que, ao invés de Rituais para serem feitos isoladamente, você terá “Rituais Cerimoniais”, que serão feitos em todas as reuniões e que vão ressaltar os Princípios da Ordem.
A Maçonaria representa bem essa idéia. Seu trabalho, sua filosofia e seus “efeitos ritualísticos” (para os que admitem a existência destes) são direcionados nesse sentido (o que é bem diferente do outro caminho).
Entretanto, você deve estar se perguntando: Se o objetivo das Ordens Iniciáticas é o mesmo, o final do processo também deveria ser o mesmo, independente do caminho escolhido, certo?
Certíssimo! Mas porque então são tão distintos? Como é possível trabalhar o espiritual com esses dois caminhos?
Vou dar um exemplo e fazer uma reflexão que talvez lhe esclareça isso.

Efeitos Ocultistas

No Caminho da Mão Esquerda é fácil entender como funciona o “desenvolvimento espiritual”. Através do Estudo e da Prática você já pode fazer Conjurações e utilizar da Thelema para que o mundo responda à sua vontade (ok, eu exagerei um pouco.. foi apenas um recurso ilustrativo).
Mas e no caminho da Mão Direita?
Bem, pense no seguinte cenário (bem hipotético). Você morre e chega “lá em cima”. Na sua “avaliação espiritual” você demonstra todo o seu conhecimento acerca do universo, tendo decorado toda a Bíblia, o Bhagavad Gita e a Cabala Judaica. Mas, de repente, você descobre que “não passou”.
Motivo? Você foi um péssimo ser humano então terá que voltar novamente – e com um Karma bem mais pesado (se você admitir os preceitos Espiritualistas), ou, irá direto para o Inferno (se você admitir os princípios Cristãos).
O Caminho da Mão Direita tem tudo para te levar ao “reino dos céus”. Um lavrador analfabeto e sem instrução, mas que dedica a sua vida aos seus filhos e a sua comunidade, tem mais chances do que um grande erudito cujo conhecimento não vá além do plano das idéias.
Isso quer dizer que a Mão Esquerda não permite a evolução espiritual?
Longe disso, no entanto, não é raro que os seguidores da esquerda se percam apenas nos estudos, acreditando que o conhecimento sem ação pode levar onde eles pretendem chegar.
Mas, vamos trazer isso para algo mais prático.
Em teoria, a plenitude de um homem de virtudes proporciona tudo que é permitido ao grande ocultista. É como dizer que, um homem pleno em suas ações de virtude, seria capaz de transformar água em vinho apenas com a própria vontade de fazê-lo.
Isso quer dizer que um homem de virtudes, que atinja um determinado nível de virtude, pode atingir os mesmos resultados que aquele que o fez pelo Caminho da Mão Esquerda. Isso inclui coisas mais objetivas como a Clarividência, a Viagem Astral e a Gnose. Da mesma forma, facilitaria o desenvolvimento de outros procedimentos que exigissem, antes de mais nada, um Ritual, para a sua realização.

Para Terminar…

Apenas para deixar bem claro, isso está apenas sendo tratado segundo as correntes de pensamento que defendem essa ideia. O Maçon não tem qualquer obrigação de aceita a existência dos “efeitos ritualísticos” que foram citados acima (mas claro, é importante conhecê-los).
No próximo Post falaremos sobre “Maçonaria e Satanismo – O Caminho do Meio”, que será o Post chave dessa questão. Digo isso porque este é o caminho mais complicado de se entender. E se torna mais complicado ainda pelo fato da maioria das pessoas acharem que o entendem e de acharem que ele é mais praticável do que os outros dois.

Satanismo e o Caminho da Mão Esquerda


Tendo acabado nossa primeira “série” de Posts, onde o objetivo foi “esclarecer os maiores mitos da Maçonaria e do Satanismo”, vamos subir um degrau e explorar, mais a fundo, as características centrais, tanto da Maçonaria como do Satanismo.
Ao final dessa “série” será apresentado outro Post sobre “Referências Bibliográficas”, para aprimorar o conhecimento do leitor que se interessar por uma pesquisa mais aprofundada.
Nesse Post, irei apresentar algo que é pouco compreendido pelos Satanistas: O Caminho da Mão Esquerda.

(…) Satanismo não é uma religião “white light”, é a religião da carne, do mundano, da matéria – tudo o que é regido por Satã, a personificação do caminho da mão esquerda.
(…) Torne forte através do fogo o cérebro do nosso amigo e companheiro, nosso confrade do caminho da mão esquerda.
LaVey faz algumas citações sobre o Caminho da Mão Esquerda, mas não nos dá qualquer explicação sobre o que isso seja.
Lembram que mencionei, no post Satanismo de LaVey, sobre as muitas lacunas que existem sobre o Ocultismo e que estão inseridos nas Obras de LaVey? Então, essa é uma delas e se trata de uma das mais importantes, já que, através da compreensão do “caminho” é possível entender a base que define toda a estrutura e as diretrizes da corrente de pensamento em questão.
Mas o que seria o Caminho da Mão Esquerda?
Bem, o Caminho da Mão Esquerda é o caminho da Razão, que está em oposição ao caminho da Emoção, que é o Caminho da Mão Direita.
Nele a lógica e o individualismo são o foco e cada um segue o seu caminho, particularmente, de forma solitária. Não existe a preocupação direta com o próximo. Ele segue a ideia de que, se cada um pudesse cuidar de si mesmo, ninguém precisaria pensar no próximo.
É o caminho que enxerga o aperfeiçoamento pessoal como um benefício ao mundo, afinal, quando você se dedica a algo construtivo se torna uma pessoa mais útil ao mundo.
Entender esse conceito é entender a base e a estrutura do Satanismo, que não é boa nem ruim. É apenas um dos caminhos que pode te levar ao processo de iluminação.
O dito “olho por olho e dente por dente” é uma ideologia muito comum aos adeptos desse Caminho. Não é regra, mas é assim que o Satanismo se desenvolveu.
Você responde em igual maneira à forma com que lhe tratam.
“Amar ao próximo” tem sido dito como a lei suprema, mas qual poder fez isso assim? Sobre que autoridade racional o evangelho do amor se abriga? Por que eu não deveria odiar os meus inimigos – se o meu amor por eles não tem lugar em sua misericórdia? (Bíblia Satânica)
A origem da expressão vem do Budismo, quando Buda diz que é possível atingir o Nirvana por dois caminhos, o “caminho da mão esquerda” e o “caminho da mão direita”. O único detalhe aqui é que ele considera o caminho da mão direita mais “correto” do que o da mão esquerda.
Nunca encontrei referências sobre quem foi o primeiro ocultista a adotar essa expressão, mas as obras mais antiga, da qual lembro ter visto esses termos, foram as de Eliphas Levi.
O Caminho da Mão Esquerda é também associado à Magia Negra e a Magia Sexual. No entanto, isso sempre gera um grande problema. Aliás, são os mesmos problemas que criam todos esses mitos e lendas acerca da Maçonaria e do Satanismo, que é a dificuldade que as pessoas tem em compreender conceitos.

Magia Negra

O que é a Magia Negra? Ela é o tipo de Magia que faz mau a alguém? Poderia ser essa a explicação?
Não, e as pessoas não deviam achar que isso faz sentido, afinal, é um tanto subjetivo fazer a avaliação sobre uma atitude ser verdadeiramente boa ou ruim (tanto para você como para a sociedade).
Os primeiros ocultistas definiram a diferença entre magia branca e negra baseada em princípios. Aquela magia que fosse feita de forma egoísta e egocêntrica (independente do propósito) seria aquela considerada Magia Negra, enquanto aquela que é feita com propósitos externos, visando o todo, seria a magia branca.
Ou seja, utilizar de artifícios metafísicos para ganhar alguma coisa, ou, para que alguém se prejudique, são atitudes que “estão no mesmo barco” – e é considerado Magia Negra.
A Magia Sexual está nesse processo pelo mesmo motivo. A Magia Sexual é feita para desenvolver os corpos espirituais por meio do fluxo de energia que corre entre o Masculino e o Feminino. Logo, ela também entra na conceituação de Mão Esquerda (e, para alguns, no conceito de Magia Negra).
Alguns podem estar se perguntando: “Então  é correto dizer que o Satanismo trabalha com Magia Negra?”
Sim, é correto, já que no Satanismo você emprega a sua Vontade para que o universo atraia aquilo que você considera bom para você. Mas tome cuidado para quem você vai dizer que “Satanismo é Magia Negra”.
Se coisas bem mais simples de se explicar – e de se entender – já se tornam “fantásticas” na “boca do povo”, imagine então uma afirmativa de impacto, como essa.
Além disso, Rituais feitos sozinho, geralmente tem a ver com o caminho da Mão Esquerda, da mesma forma que os procedimentos de meditação também – diferente do que acontece no caminho da Mão Direita.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

O Paganismo do Natal - Fuja da Babilônia Enquanto é Tempo



O Natal é comemorado pelo mundo todo, mas poucos sabem a sua verdadeira origem, que não existe ligação com o cristianismo, pois é uma festividade criada por homens com raízes no paganismo ... 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Lagosta 'Halloween' de duas cores é capturada por pescador nos EUA


Fenômeno raro ocorre em um a cada 50 milhões de animais da espécie. Fêmea capturada pesa cerca de 1 kg e foi levada para aquário em Boston.
Uma lagosta rara de duas cores foi capturada por um pescador de Massachusetts, nos EUA, e levada para o Aquário New England, em Boston, na quarta-feira (31). Lagosta Halloween (Foto: New England Aquarium/Emily Bauernseind/AP)Lagosta 'Halloween' é metade laranja e metade preta (Foto: New England Aquarium/Emily Bauernseind/AP) O fenômeno ocorre em um a cada 50 milhões de animais da espécie, que tem suas tonalidades laranja e preta associadas ao "Halloween" (Dia das Bruxas).
A fêmea capturada pesa cerca de 1 kg. Lagosta Halloween (Foto: New England Aquarium/Emily Bauernseind/AP)Animal raro foi achado por pescador e levado a aquário (Foto: New England Aquarium/Emily Bauernseind/AP)

domingo, 14 de outubro de 2012

'Misterioso globo ocular gigante' é encontrado em praia na Flórida

Especialistas avaliam a que animal pode pertencer o olho. Com mais de 10 cm de diâmetro, ele poderia ser de baleia ou lula gigante. Da EFE 112 comentários Um globo ocular de mais de dez centímetros de diâmetro foi encontrado em uma praia da Flórida, nos Estados Unidos, e especialistas tentam descobrir a que animal pertence. A Comissão para Pesca e Fauna Selvagem da Flórida (FWC, na sigla em inglês) detalhou nesta quinta-feira (11) que "o misterioso globo ocular gigante" foi encontrado no dia anterior por um homem enquanto passeava pela praia de Pompano Beach. Globo ocular tem mais de 10 centímetros de diâmetro (Foto: AP)Globo ocular tem mais de 10 centímetros de diâmetro
O homem se pôs em contato com a FWC, que decidiu preservar o olho no gelo enquanto investiga de que animal se origina. Os especialistas creem que se trata de um animal marinho e cogitam a possibilidade de ser de uma lula gigante, uma baleia ou algum tipo de peixe de grandes dimensões.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Acredite Se QuiseR



Irmão gêmeo de um garoto sobrevive por tempos dentro do próprio irmão, médicos relatam que o bebê se desenvolver quase perfeitamente dentro do irmã, possuindo dentes, braços, cabeça e demais órgãos principais. Isso foi simplesmente uma mutação pois ao invés dos irmãos nascerem grudados, um nasceu dentro do outro sendo assim literalmente uma Mutação Genética.

Em Biologia, mutações são mudanças na sequência genética de tais materiais, mutações podem ser causadas por erros de copia de materiais durante a divisão celular, por exposições a radiação entre outros componentes que fazem mal a saúde. Existem também os processos de hipermutação que são quando os organismos multicelulares sofrem mutações mútuas (diversas). As mutações e as hipermutações podem ser herdadas dos familiáres. Veja o vídeo e entenda melhor o que estou dizendo.

Fantasma no Armario

A Filmagem foi feita por um casal que não acordar sempre com o armario com a porta aberta .

terça-feira, 18 de maio de 2010

O real número da besta...

O real número da besta...

Qual o número da Besta?
616 é a resposta!
"Ah e tal, não pode ser, que sempre ouvi que era 666". Pois, então ouviu mal, lamento informar.

Durante 2.000 anos associou-se o 666 ao número da Besta, o número da Revelação da Bíblia, mas em 2005, uma nova tradução mostrou claramente que o número é o 616 e não 666.

Algumas questões se levantam:
- o que fará o Parlamento Europeu, que tem deixado o número 666 desocupado? Passará agora a deixar o 616?

- e nos EUA, onde em 2003 a auto-estrada 666, conhecida como a "auto-estrada da Besta", foi rebatizada de 491?

- pior será no Departamento de Transportes de Moscou. Ao que parece em 1999 escolheram um novo número para o agoirento ônibus 666. O NÚMERO ESCOLHIDO FOI O 616!!!

- não deixo também de pensar em todos os adoradores do "demo" que fizeram tatuagens com o número 666...

Só uma última curiosidade: sabia que os números da roleta somados dão 666?


Fonte:
http://e-curioso.blogspot.com/2010/03/qual-o-numero-da-besta.html

QUADRO DA CRIANÇA

QUADRO DA CRIANÇA


A Lenda:
Esse não é um brinquedo, ou brincadeira, mas entra na lista pelo alto grau de bizarrice. Trata-se de um quadro, muito popular na decoração de casas de classe média, que possui uma história sinistra e mete medo em muitas e muitas crianças Dizem que se você virar o quadro de cabeça para baixo, ou mesmo de lado, é possível enxergar a verdadeira imagem que o pintor, num pacto com o tinhoso reproduziu. Uma criança em prantos sendo devorada por um demônio.

A Verdade:
Como no caso das músicas de trás pra frente, é muito improvável que isso seja um demônio devorando a criança. Por outro lado nem precisaria. Que maluco desenha um quadro escuro de uma criança chorando? E convenhamos, quem compra e coloca pra decorar o quarto do filho? Nem precisa de pacto com o Demo, isso já é macabro o suficiente pra mim.

BRINCADEIRA DO COPO

BRINCADEIRA DO COPO

copo

A Lenda:
A tábua de Ou-ija é um brinquedo muito comum nos Estados Unidos, uma tábua de madeira para a comunicação com os mortos. Então todos os participantes colocavam os dedos em um disco com uma seta indica letra por letra as mensagens do além. No Brasil, o brinquedo nunca chegou, mas sua variante. A famosa “brincadeira do copo” improvisado com um copo de geléia (apesar de dizerem que deveria ser virgem) e uma cartolina com o alfabeto desenhado, além das palavras “sim” “não” e “adeus”. Já vi crianças ficarem presas na brincadeira por um espírito teimoso que se recusava a dizer adeus.

A Verdade:
Vamos admitir, sempre alguém mexia o copo com o dedo. Eu mesmo sempre inventava um espírito qualquer para colocar medo em meus amigos. Uma vez, perguntamos “quem está aí?” o copo começou a descrever seu movimento soletrando “G-A-L-C…” Olhei para meus colegas e falei: “Gente, a Gal Costa tá viva, tá bom?”O copo parou misteriosamente por um tempo e depois continuou timidamente terminando a palavra “Galcaia” que seria supostamente uma índia fantasma. Foi tanta risada que ninguém nunca mais acreditou na brincadeira.

BALAS SOFT MORTAIS

BALAS SOFT MORTAIS

balaprocs

A Lenda:
Não tem pra 38, 45 ou 9mm, as balas mais mortais já inventadas eram as Soft. Elas eram deliciosas, mas tinham um terrível efeito colateral: as crianças se engasgavam e morriam. Aparentemente, a fábrica da Soft criou um produto para chacinar centenas de crianças brasileiras por algum motivo não bem explicado. Uma verdadeira arma de destruição em massa.

A Verdade:
Nunca conheci ninguém que morreu engasgado com balas Soft, acho que ninguém conhece. Realmente depois de alguns minutos elas se tornavam perigosamente lisas e podiam realmente ser engolidas. Eu mesmo engoli algumas. Talvez o medo dos pais imaginando um possível acidente tenha causado essa lenda trash 80s.

PIRULITO QUE DÁ CÂNCER

PIRULITO QUE DÁ CÂNCER

passeiocolegio10

A Lenda:
Era um pirulito azul que coloria a língua. Não tinha gosto de nada, não era de sabor nenhum e ainda enchia sua boca de anelina. Se essa descrição já é suficiente para você achar a tal guloseima idiota, ainda tinha um plus. O uso prolongado do doce causava um devastador câncer de língua e já vitimara crianças em todo o mundo. Uma metástase de sabor.

A Verdade:
O pirulito não causava câncer. No máximo você acabaria parecido com um cachorro Chow Chow com uma ridícula língua azul. O problema é que o doce era uma mania tão grande entre as crianças que mais uma vez a culpa pode ser de alguns pais preocupados. “O menino tá gastando muito dinheiro com esse pirulito, não almoça e está o dia todo com a língua azul. O que fazer? Vamos dizer que ele tá com câncer!” Psicologia infantil.

PALAVRAS DEMONÍACAS NAS MÚSICAS DA XUXA

PALAVRAS DEMONÍACAS NAS MÚSICAS DA XUXA

xuxa

A Lenda:
A velha história das mensagens subliminares em músicas para crianças. Pessoas afirmavam categoricamente que se você ouvisse determinadas faixas do LP da Xuxa ao contrário mensagens ao diabo poderiam ser ouvidas. E assim milhares de baixinhos no Brasil estragaram os toca-discos dos pais girando o prato ao contrário tentado ouvir alguma coisa. Alguns juravam que ouviam.

A Verdade:
Claro que a possibilidade de ouvir “Satã é Rei” num disco da Xuxa tocado ao contrário é a mesma de ouvir “Fora Sarney”. As pessoas ficam tão paranóicas que acabam combinando sons e identificando mensagens que não existem. Como li outro dia: “Não são mensagens satânicas em músicas tocadas ao contrário que me preocupam, e sim Michael Bolton tocado corretamente”.

BONECO DO FOFÃO SATÂNICO

BONECO DO FOFÃO SATÂNICO

fofao-punhal

A lenda:
Boneco do Fofão. Um clássico. Diziam por aí que o simpático boneco tinha sido obra de um trabalho de magia negra e quem abrisse sua barriga encontraria uma faca negra. A história tomava contornos de realidade quando, apalpando a barriga você realmente sentia algo pontudo. Para piorar a roupa do Fofão era idêntica a do brinquedo assassino Chucky.

A Verdade:
Imagino quantos bonecos do Fofão foram estripados para que se confirmasse a lenda ou não. No meu caso, abrimos uma vez um deles, e para nossa surpresa REALMENTE existia a tal faca! Era na verdade a coluna vertebral do boneco que o mantinha firme quando sentado, mas raios! Realmente parecia uma faca!. A lenda foi desmascarada, mas o pobre Fofão nunca mais se sentou direito.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A Hora da Morte

A dra. Louisa Rhine, pesquisadora do laboratório de parapsicologia da universidade de Duke, estudou vários casos de relógios que pararam de funcionar no momento da morte do seu dono. Num desses casos, um morador do Canadá relatou à dra. Rhine o que ocorreu em sua família; quando à morte do irmão de sua cunhada.

Quando o doente terminal morreu, às 6:24, ele telefonou para a família e para o médico, e em seguida preparou algo para que os visitantes pudessem comer. Além disso, era necessário ficar observando o relógio, porque a agência funerária chegaria às 9:30. Durante o café, um dos visitantes peguntou as horas, a cunhada do depoente consultou um relógio de bolso que lhe foi dado pelo seu irmão falecido; ao ver as horas, ela teve uma terrível surpresa: o relógio marcava exatamente a hora e os minutos em que seu irmão morrera.

Para ter certeza de que aquilo não era uma estranha conhecidência, ela pediu ao seu outro irmão que desse corda, para saber se ele parara por falta desta. O relógio ainda tinha três quartos de corda.

A Caveira de Cristal

Em 1927, o arqueólogo britânico F.A. Michell-Hedges descobriu uma fascinante peça do artesanato maia.

Trata-se de uma réplica perfeita de uma cabeça humana talhada em um bloco de cristal de quartzo.

O modo como os maias fizeram esse objeto é considerado um mistério.

Para isso, precisaram de várias gerações de artesãos com 300 anos de dedicação ao polimento de cristal.

A parte superios da boca atua como um prisma. Quando a caveira é iluminada por baixo, esse prisma projeta a luz para cima fazendo com que essa saia pelos olhos, dando um aspecto bem viváz à escultura.

A complexidade do desenho, assim como a do trabalho em geral, deu força à especulação de que a escultura teria sido feita com tecnologia extraterrestre.

Fonte:
http://www.ultralink.com.br/ufo/maias.html

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Arquivo de Fontes Morte Súbita

.

fontes.jpg

Símbolos sempre fizeram parte do ocultismo, desde os primeiros alquimistas aos viciados em criptologia medieval. Línguas antigas ou estrangeiras, línguas criadas ou recebidas por ocultistas vitorianos, línguas mortas, línguas fictícias; aparentemente a cada geração alguém criava uma forma de complicar tudo.

Por anos esses símbolos e letras características eram exclusividade de livros, para ter acesso a elas era preciso gastar algum tempo estudando-as e aprendendo a desenhá-las, isso quando se tinha acesso a elas, já que livros eram objetos caros e as livrarias não possuíam uma diversidade deles. Com a internet isso mudou, o acesso a cópias deste material ficou mais fácil, mas a reprodução dele não, os símbolos ainda estavam na forma de páginas escaneadas muitas vezes com uma resolução baixa que deixava muito a desejar; até que algumas pessoas começaram a reproduzir tudo isto na forma de fontes, uma forma muito mais fácil de usar esses símbolos, inclusive para publicar materiais, criar amuletos, lamens e armas mágicas. Não era mais necessário gastar horas desenhando letras enoquianas ou gregas em um sigilo, tentando manter a fidelidade, agora bastava digitar, mesmo assim ainda era, e é, difícil, encontrar fontes específicas em um único lugar, e não é raro mais da metade dos sites onde elas estavam hospedadas estarem já fora do ar, a internet acaba se tornando um mar de links quebrados.

É por isso que a Morte Súbita Inc. reuniu em um arquivo mais de 25 tipos diferentes de fontes, e cada uma com algumas variantes. Agora basta fazer o download do arquivo e instalar as fontes que queira na máquina para conseguir incrementar textos e tratados, criar sigilos ou o que precisar. Além disso elas são muito úteis para pessoas que simplesmente gostem de fontes e simbolos diferentes assim como para jogadores de RPG que desejem criar um material com aparência mais real, antiga e maldita para suas sessões.

Para fazer o download clique aqui.

Mas nós não simplesmente juntamos fontes e largamos aqui para que você pegue e intale em sua máquina, vamos deixar um breve histórico sobre cada uma delas para servir como guia ou base de estudos também.


O Alfabeto Magi

Foi criado por Theophrastus Bombastus von Hohenheim - também conhecido como Paracelso - no século XVI. Ele usava estes caracteres para gravar o nome dos anjos em talismãs que eram usados para tratar doenças e trazer proteção para aquele que o usasse.

Ele provavelmente foi influenciado em sua criação pelos vários outros alfabetos mágicos que existiam na época e eram utilizados por outros pesquisadores e praticantes do ocultismo. Uma influência óbvia também é o alfabeto hebraico, já que muitos textos mágicos e grimórios, influenciados pelos cabalistas, traziam estudos e sigilos desenvolvidos com o alfabeto dos hebreus.


Símbolos Alquímicos

Há muito pouca coisa que se possa dizer sobre a alquimia que já não se tenha sido dito em algum lugar. Sua origem já foi associada com o Egito, com a China, com Atlântida e mesmo com extra-terrestres, mas como todo estudioso sabe a sua origem é apenas um fato alegórico, já que ela é uma arte prática e não simplesmente especulativa. Desde tratados como O Segredo da Flor de Ouro a compêndios medievais atribuídos a magos que haviam alcançado a imortalidade vemos a busca de homens não por riquezas ou poder, mas evolução pessoal - tanto mental quanto espiritual. A busca pela sabedoria que a natureza escondia em cada elemento que a constitui e dos processos de descobrir essas segredos ocultos, como transmutar elementos, como criar novos e mais importante como tudo se relaciona. É por isso que diferente de outras práticas mágicas a alquimia recebe o título de "proto ciência" já que não parava apenas no aspecto especulativo da vida e não se focava apenas na mente das pessoas mas combinava elementos da química, física, astrologia, arte, filosofia, metalurgia, medicina, ocultismo e religião.

Com o tempo aqueles atraídos por esta prática chegaram a uma espécie de consenso em como registrar seus trabalhos não apenas criando símbolos que agilizassem sua leitura - imagine escrever enxofre a cada vez que usasse este elemento, depois distinguindo os três, quatro tipos que surgissem e compare isso a simplesmente desenhar o símbolo deste elemento ou de uma de suas derivações - como também a esconde-se dos olhos profanos - lembre-se que eles não apenas buscavam um modo de tranformar metais inferiores em ouro, mas lidavam com ácidos, explosivos, materiais tóxicos... era uma forma de evitar que alguém resolvesse brincar com pólvora porque leu por acaso que isso era parte do processo de ficar imortal ou podre de rico.

A simbologia Alquímica se tornou tão rica que seria praticamente impossível se reproduzir cada símbolo já usado, mas aqui apresentamos uma compilação de alguns dos mais populares e usados e não apenas símbolos de elementos, mas processos alquímicos, aparatos e elementos.


Escrita Angelical

Foi criada por Heinrich Cornelius Agrippa, também durante o século XVI, também conhecido como alfabeto Celestial este foi dos dos vários alfabetos criados por este que foi um dos ocultistas mais conhecidos em sua época e até hoje influencia muitos dos praticantes da Arte.

Os alfabetos que Agrippa criou possuiam similaridades entre si em termos de formas e estilo, todos traziam serifas pouco comuns na forma de círculos e eram muito semelhantes aos caracteres gregos e hebraicos, mas apesar das semelhanças temos que nos contentar apenas com uma análise superficial entre os alfabetos de Agrippa e os já existentes já que não existe um material que descreva o processo usado para se criá-los.

Este alfabeto era usado para se comunicar com anjos.


Aramaico

Aramaico é a designação que recebem os diferentes dialetos de um idioma com alfabeto próprio e com uma história de mais de três mil anos, utilizado por povos que habitavam o Oriente Médio. Foi a língua administrativa e religiosa de diversos impérios da Antiguidade, além de ser o idioma original de muitas partes dos livros bíblicos de Daniel e Esdras, assim como do Talmude.

Pertencendo à família de línguas afro-asiáticas, é classificada no subgrupo das línguas semíticas, à qual também pertencem o árabe e o hebraico.

Muitos acreditam que o Aramaico foi a língua falada por Jesus e até os dias de hoje é falada por algumas comunidades no Oriente Médio principalmente no interior da Síria. Sua longevidade se deve ao fato de ser escrito e falado pelos aldeões que durante milênios habitavam as cidades ao norte de Damasco, capital da Síria, entre elas reconhecidamente os vilarejos de Maalula e Yabrud, além dessas outras aldeias da Mesopotâmia como Tur'Abdin ao sul da Turquia.

No início do século passado, devido a perseguições políticas e religiosas, milhares de pessoas que tinham o Aramaico como língua nativa fugiram para o ocidente onde ainda hoje restam poucas centenas, vivendo nos Estados Unidos da América, na Europa e na América do Sul e que curiosamente falam e escrevem fluentemente o idioma.

A história do aramaico pode ser dividida em três períodos:

- Arcaico 1100 a.C.–200 D.C.), incluindo:
O aramaico bíblico, do hebraico.
O aramaico de Jesus.
O aramaico dos Targum.

- Aramaico Médio (200–1200), incluindo:
Língua siríaca literária.
O aramaico do Talmude e dos Midrashim.

- Aramaico moderno (1200–presente)


Símbolos Astrológicos

Hoje a astrologia é vista por muitos simplesmente como uma superstição ou a crença de que planetas podem reger a personalidade das pessoas ou prever o futuro mas isso está muito longe da verdade. A astrologia foi a primeira ciência a estudar os corpos celestes.

Os documentos mais antigos encontrados hoje sugerem que o estudo dos astros já acontecia três milênios antes da nossa era e já naquela época, mesmo sem a tecnologia que temos hoje, haviam mapas celestes surpreendentes, que registravam posições de planetas, mapeamento de estrelas e constelações, relações de fenômenos físicos como a ligação entre a maré e os ânimos das pessoas com os astros e o registro de cometas, o surgimento de super novas, etc.

A parte deste estudo que se popularizou foi o uso dele para tentar prever o futuro, o que não chega a ser algo absurdo, se levarmos em conta que cada planeta e estrela possuiu sua órbita, seus atributos como gravidade, luminosidade e todos estão relacionados, como uma grande engrenagem cósmica, tornando possível relacionar a posição da lua e de estrelas como Sírius como grandes secas ou cheias de rios, o avanço das marés, as estações do ano e as coisas relacionadas a elas como migração de animais, resultado de colheitas e não apenas da terra mas de outros astros como as estações do sol - relacionadas com as quandidades de manchas solares, a ligação com tempestades e muitas outras coisas. Relegar a astrologia à simples superstição é o mesmo que associar as ollimpíadas a uma simples entrega de medalhas para que os países celebrem quem tem o melhor saltador de vara. Para se ter uma idéia da influência desses estudos, fora do brasil muitos paises de lingua saxônica e espanhola ainda tem os dias da semana nomeados graças ao astro que estava relacionado a eles:

Segunda-Feira

em inglês: Monday
em espanhol: Lunes
em catalão: Dilluns
em norueguês: Mandag
em francês: Lundi
em Italiano: Lunedi
em japonês: 月曜日 (Getsuyôbi)
em alemão: Montag

todos esses querem dizer: dia da Lua, assim ocorrem com os outros dias, associados a planetas, estrelas ou deuses que tinham sua contraparte celeste.

Os símbolos astrológicos, assim como os alquímicos, serviam para que se pudesse ter acesso rápido a informações, ao invés de tabelas e mais tabelas com nomes encontramos símbolos que representam os planetas e o sol, as estações, os elementos, já que o Sol por exemplo não era apenas uma estrela, mas estava relacionado com estações do ano, com Deuses, com obrigações, com a hora do dia, etc. o símbolo trazia não apenas uma forma rápida de se registrar a informação, mas também uma forma de se condensá-la.

Temos aqui não apenas os símbolos astrológicos, mas também os símbolos associados ao zodíaco.


Cuneiforme Persa

Escrita cuneiforme foi desenvolvida pelos sumérios e é a designação geral dada a certos tipos de escrita feitas com auxílio de objetos em formato de cunha. É, juntamente com os hieróglifos egípcios, o mais antigo tipo conhecido de escrita, tendo sido criado pelos sumérios por volta de 3500 a.C. Inicialmente a escrita representava formas do mundo (pictogramas), mas por praticidade as formas foram se tornando mais simples e abstratas.

Os primeiros pictogramas eram gravados em tabuletas de argila, em sequências verticais de escrita, e com um estilete feito de cana que gravava traços verticais, horizontais e oblíquos. Então duas novidades tornaram o processo mais rápido e mais fácil: as pessoas começaram a escrever em sequências horizontais (rotacionando os pictogramas no processo), e um novo estilete em cunha inclinada passou a ser usado para empurrar o barro, enquanto produzia sinais em forma de cunha. Ajustando a posição relativa da tabuleta ao estilete, o escritor poderia usar uma única ferramenta para fazer uma grande variedade de signos.

A escrita cuneiforme foi adotada subsequentemente pelos acadianos, babilônicos, elamitas, hititas e assírios e adaptada para escrever em seus próprios idiomas; foi extensamente usada na Mesopotâmia durante aproximadamente 3 mil anos.

Nós escolhemos liberar a versão persa do alfabeto cuneiforme porque o primeiro registro escrito sobre os persas se encontra numa inscrição assíria de 834 a.C., que menciona tanto Parsua ("persas") quanto Muddai ("medos"), este termo utilizado pelos assírios, Parsua, era uma designação especial utilizada para se referir às tribos iranianas do sudoeste (que referiam-se a si próprios como 'arianos'), e vinha do persa antigo Pârsâ. Os gregos (que até então utilizavam nomes relacionados a Média e aos medos) começou, a partir do século V a.C., a utilizar adjetivos como Perses, Persica ou Persis para se referir ao império de Ciro, o Grande.


Enoquiano

O enoquiano foi uma línguagem divulgada pelo astrólogo e mago da corte victoriana Dr. John Dee, que junto com seu assistente Edward Kelley, a recebeu dos anjos no século XVI.

O Alfabeto é usado na prática da Magia Enoquiana e comunicação com os anjos.

Para se aprofundar na magia Enoquiana você pode visitar a nossa sessão dedicada ao assunto, clicando aqui. Este link contem uma sessão de downloads onde é possível conseguir o programa visual enochian, para PC's, que permite trabalhar com as tabelas e chamadas enoquianas com caracteres enoquianos e latinos.

As versões do alfabeto enoquiano aqui trazem os mesmo caracteres com apenas algumas mudanças no estilo. Temos também duas versões deles que trazem os caracteres simples e a versão acentada dele que apaerecem no Loagaeth.


Etrusco

Os Etruscos eram um aglomerado de povos que viveram na península Itálica na região a sul do rio Arno e a norte do Tibre, então denominada Etrúria e mais ou menos equivalente à atual Toscana, com partes no Lácio e a Úmbria. Eram chamados Τυρσηνοί, tyrsenoi, ou Τυρρηνοί, tyrrhenoi, pelos gregos e tusci, ou depois etrusci, pelos romanos; eles auto-denominavam-se rasena ou rašna.

Até hoje a história dos Etruscos permanece uma colcha de especulações, não se sabe ao certo quando eles se instalaram na região, mas foi provavelmente entre os anos 1200 e 700 a.C.. Nos tempos antigos, o historiador Heródoto acreditava que os Etruscos eram originários da Ásia Menor, mas outros escritores posteriores consideram-nos italianos.

A Etrúria era composta por cerca de uma dúzia de cidades-estados (Volterra, Fiesole, Arezzo, Cortona, Perugia, Chiusi, Todi, Orvieto, Veio, Tarquinia, Fescênia, etc.), cidades muito civilizadas que tiveram grande influência sobre os Romanos. A Fescênia, próxima a Roma, ficou conhecida como um local de devassidão. Versos populares licenciosos, na época muito cultivados entre os romanos, ficaram conhecidos como versos fesceninos (obscenos). Os últimos três reis de Roma, antes da criação da república em 509 a.C., eram etruscos.

A sua língua, que utilizava um alfabeto semelhante ao grego, era diferente de todas as outras e ainda não foi decifrada, aparentemente não era aparentada com as línguas indo-européias. Sua fonética é completamente diferente da do grego ou do latim. O etrusco utilizava a variante calcídica do alfabeto grego, pelo qual pode ser lido sem dificuldade, embora não compreendido. Deste alfabeto grego básico, algumas das letras não eram utilizadas em etrusco e ademais acrescentavam um grafema para /f/ e a digamma grega utilizava-se para o fonema /v/ inexistente em grego.

As principais evidências da língua etrusca são epigráficas, que vão desde o século VII a.C. (diz-se que os etruscos começaram a escrever no século VII a.C., mas a sua gramática e seu vocabulário diferem de qualquer outro conhecido do mundo antigo) até princípios da era cristã. São conhecidas cerca de 10.000 destas inscrições, que são sobretudo breves e repetitivos epitáfios ou fórmulas votivas ou que assinalam o nome do proprietário de certos objetos. Além deste material, existem alguns outros testemunhos mais valiosos:

1. O Liber Linteus ou texto de Agram é o texto etrusco mais extenso com 281 linhas e mais de 1.300 palavras. Escrito num rolo de linho, posteriormente foi cortado a tiras e utilizado no Egito para envolver o cadáver mumificado de uma mulher nova; conserva-se atualmente no museu de Zagrebe (provavelmente quando isto sucedeu considerava-se que tinha mais valor o rolo de linho que o próprio texto, que paradoxalmente hoje é nosso melhor testemunho da língua; talvez se não tivesse sido conservado como envoltura nem sequer teria chegado até nós).

2. Alguns textos sobre materiais não perecíveis como uma tabela de argila encontrada perto de Cápua de cerca de 250 palavras, o cipo de Perugia (ver foto) escrito por duas caras e com 46 linhas e cerca de 125 palavras, um modelo de bronze de um fígado encontrado em Piacenza (cerca de 45 palavras).

3. Além destes testemunhos temos duas mais inscrições interessantíssimas: a primeira delas é a inscrição de Pyrgi, encontrada em 1964, sobre lâminas de ouro que apresenta a peculiaridade de ser um texto bilíngüe em etrusco e púnico-fenício e que ampliou consideravelmente nosso conhecimento da língua. A segunda das inscrições resulta algo intrigante, já que foi encontrada na ilha de Lenos (N. do mar Egeu, Grécia). Composta de 34 palavras, parece escrita num dialeto diferente dos encontrados na Itália, quer seja sintomático da presença de colônias etruscas em outros pontos do mediterrâneo, quer de uma língua irmã do etrusco, o lénio, embora se acredite que a presença de uma só inscrição não aclara grande coisa.

Seguramente a inscrição de Pyrgi é a única inscrição etrusca razoavelmente longa que podemos traduzir ou interpretar convenientemente graças a que o texto púnico, que parece ser uma tradução quase exata do texto etrusco, é perfeitamente traduzível. Quanto ao acesso às inscrições: a maioria de inscrições etruscas conhecidas e publicadas encontram-se recolhidas no corpus inscriptionum etruscarum (CIE).


Fenício

A Língua fenícia era falada originalmente na região do litoral do Mediterrâneo oriental conhecida como Fenícia pelos gregos e latinos, como Pūt pelos Egípcios antigos, como Canaan no próprio Fenício, em hebreu e em aramaico; é uma das Línguas semíticas Ocidentais, Centrais, do Noroeste, do subgrupo das Canaanitas; o Hebreu é, dentra as línguas vivas, a mais próxima ao fenício. A região onde se falava o fenício é aquela onde ficam hoje o Líbano, o litoral da Síria, o norte de Israel, Malta.

A Língua Fenícia foi sendo conhecida por inscrições encontradas no sarcófago de Ahiram (rei de Biblos), nos túmulos de Kilamuwa e de Yehawmilk em Biblos, também em notas ocasionais em obras escritas em outras línguas. Autores romanos como Salústio citam certos livros escritos em Púnico, mas nenhum dessas obras sobreviveu, exceto algumas poucas traduções (Ex, um tratado de Mago) ou em pequenos trechos (Ex. nas peças de Plauto). Na Estela Funerária dita de Melqart descoberta em 1694 havia inscrições em grego antigo e em Cartaginês (Púnica) e isso permitiu ao estudioso francês decifrar e reconstruir o alfabeto Cartaginês e as mais antigas inscrições conhecidas em Fenício vieram de Biblos e datam cerca de 1000 AC. Inscrições Púnicas e Fenícias foram encontradas no Líbano, Síria, Israel, Chipre, Sardenha, Tunísia, Marrocos, Argélia e até na Península Ibérica, até os primeiros séculos da Era Cristã.

Uma curiosidade para os Brasileiros que se relaciona com os fenícios é a Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro. Entre os bairros da Barra da Tijuca e São Conrado, no Rio de Janeiro, e a 842 metros acima do nível do mar existe uma montanha com a face de um gigante desconhecido. Seu nome Gávea, remonta à época do descobrimento, quando os portugueses que aqui chegaram notaram que ela era um observatório perfeito das caravelas que chegavam. A face que vemos quando olhamos para ela parece uma figura esculpida e existem inscrições antigas em um de seus lados.

No século XIX algumas "marcas" na rocha chamaram a atenção do Imperador D. Pedro I, apesar de seu pai, D. João VI, rei de Portugal, já ter recebido um relatório de um padre falando sobre as marcas estranhas, as quais foram datadas de antes de 1500. Até 1839, pesquisas oficiais foram conduzidas e no dia 23 de março, em sua oitava seção extraordinária, o Instituto Histórico e Geográfico do Brasil decidiu que a Pedra da Gávea deveria ser extensamente analisada, ordenando então o estudo do local e suas inscrições. Uma pequena comissão foi formada para estudar a rocha. 130 anos mais tarde o jornal O Globo questionou tal comissão, querendo saber se eles realmente escalaram a rocha, ou se simplesmente estudaram-na usando binóculos. O relatório fornecido pelo grupo de pesquisa diz que eles "viram as inscrições e também algumas depressões feitas pela natureza." No entanto, qualquer um que veja estas marcas de perto irá concordar que nenhum fenômeno natural poderia ser responsável por elas.

Após o primeiro relatório, ninguém voltou a falar oficialmente sobre a Pedra até 1931, quando um grupo de excursionistas formou uma expedição para achar a tumba de um rei fenício que subiu ao trono em 856 a.C. Algumas escavações amadoras foram feitas sem sucesso. Dois anos depois, em 1933, um grupo de escaladas do Rio de Janeiro organizou uma expedição gigantesca com 85 membros, o qual teve a participação do professor Alfredo dos Anjos, um historiador que deu uma palestra "in loco" sobre a "Cabeça do Imperador" e suas origens.

Em 20 de janeiro de 1937, este mesmo clube organizou outra expedição, desta vez com um número ainda maior de participantes, com o objetivo de explorar a face e os olhos da cabeça até o topo, usando cordas. Esta foi a primeira vez que alguém explorava aquela parte da rocha depois dos fenícios, se a lenda está correta.

Segundo um artigo escrito em 1956, em 1946 o Centro de Excursionismo Brasileiro conquistou a orelha direita da cabeça, a qual está localizada a uma inclinação de 80 graus do chão e em lugar muito difícil de chegar. Qualquer erro e seria uma queda fatal de 20 metros de altura para todos os exploradores. Esta primeira escalada no lado oeste, apesar de quase vertical, foi feita virtualmente a "unha". Ali, na orelha, há a entrada para uma gruta que leva a uma longa e estreita caverna interna que vai até ao outro lado da pedra.

Em 1972, escaladores da Equipe Neblina escalaram o "Paredão do Escaravelho" - a parede do lado leste da cabeça - e cruzaram com as inscrições que estão a 30 metros abaixo do topo, em lugar de acesso muito difícil. Apesar do Rio ter uma taxa anual de chuvas muito alta, as inscrições ainda conservavam-se quase intactas.

Em 1963 um arqueólogo e professor de habilidade científica chamado Bernardo A. Silva Ramos traduziu-as como:

LAABHTEJBARRIZDABNAISINEOFRUZT

Que lidas ao contrário:

TZUR FOENISIAN BADZIR RAB JETHBAAL

Ou:

TIRO, FENÍCIA, BADEZIR PRIMOGÊNITO DE JETHBAAL

Além disso existem alguns outros fatos interessantes relacionados com a pedra:

- A grande cabeça com dois olhos (não muito profundos e sem ligação entre eles) e as orelhas;

- As enormes pedras no topo da cabeça a qual lembra um tipo de coroa ou adorno;

- Uma enorme cavidade na forma de um portal na parte nordeste da cabeça que tem 15 metros de altura e 7 metros de largura e 2 metros de profundidade;

- Um observatório na parte sudeste como um dolmen, contendo algumas marcas;

- Um ponto culminante como uma pequena pirâmide feita de um único bloco de pedra no topo da cabeça;

- As famosas e controversas inscrições no lado da rocha;

- Algumas outras inscrições lembrando cobras, raios-solares, etc, espalhados pelo topo da montanha;

- O local de um suposto nariz, que teria caído há muito tempo atrás

Roldão Pires Brandão, o presidente da Associação Brasileira de Espeleologia e Pesquisas Arqueológicas no Rio afirmou: "É uma esfinge gravada em granito pelos fenícios, a qual tem a face de um homem e o corpo de um animal deitado. A cauda deve ter caído por causa da ação do tempo. A rocha, vista de longe, tem a grandeza dos monumentos faraônicos e reproduz, em um de seus lados, a face severa de um patriarca". (O GLOBO)

Hoje já se sabe que em 856 a.C., Badezir tomou o lugar de seu pai no trono real de Tiro, isso fez com que muitos acreditassem que a Pedra da Gávea poderia ser o túmulo deste rei.

Segundo consta, outros túmulos fenícios que foram encontrados em Niterói, Campos e Tijuca sugerem que esse povo realmente esteve aqui. Em uma ilha na costa do Estado da Paraíba, pedras ciclope e ruínas de um castelo antigo com quartos enormes e diversos corredores e passagens foi encontrado. De acordo com alguns especialistas, o castelo seria uma relíquia deixada pelos fenícios, apesar de haver pessoas que contextem essa teoria.


Alfabeto dos Gênios

Também conhecido como Alfabeto da Linguagem Celestial, Alfabeto dos Anjos ou Escrita Celestial.

Cada símbolo deste alfabeto está relacionado com um gênio específico. Os valores fonéticos de cada um deles é derivado do nome do gênio específico. Além disso cada um dos símbolos possui associação com os sinais utilizados na geomancia como vemos no gráfico abaixo:

alphgeni.gif

os nomes dos símbolos são:

Agiel - Belah - Chemor - Din - Elim - Fabas - Graphiel - Hecadoth - Iah - Kne - Labed - Mehod - Nebak - Odonel - Paimel - Quedbaschemod - Relah - Schethalim - Tiriel - Vabam - Wasboga - Xoblah - Yshiel - Zelah

Gênio é a tradução usual em português para o termo árabe jinn, mas não é a forma aportuguesada da palavra árabe, como geralmente se pensa. A palavra em português vem do Latim genius, que significa uma espécie de espírito guardião ou tutelar do qual se pensava serem designados para cada pessoa quando do seu nascimento. A palavra latina tomou o lugar da palavra árabe, com a qual não está relacionada. O termo parece ter entrado em uso no português através das traduções francesas d'As Mil e Uma Noites, que usavam a palavra génie como tradução de jinni, visto que era similar ao termo árabe em som e significado, uso que acabou se estendendo também para o português.

Entre os arqueólogos lidando com antigas culturas do Oriente Médio, qualquer espírito mitológico inferior a um deus é freqüentemente referenciado como um "gênio", especialmente quando descrevem relevos em pedra e outras formas de arte. Esta prática se inspira no sentido original do termo "gênio" como sendo simplesmente um espírito de algum tipo.


Fonte Grega

O alfabeto utilizado para escrever a língua grega teve o seu desenvolvimento por volta do século IX a.C. e é usado até os nossos dias. Anteriormente, o alfabeto grego foi escrito mediante um silabário, utilizado em Creta e zonas da Grécia continental como Micenas ou Pilos entre os séculos XVI a.C. e XII a.C. O Grego que reproduz parece uma versão primitiva dos dialectos Arcado-cipriota e Jónico-ático e é conhecido habitualmente como Micénico.

Crê-se que o alfabeto grego deriva duma variante do semítico, introduzido na Grécia por mercadores fenícios. Dado que o alfabeto semítico não necessita de notar as vogais, ao contrário da língua grega e outras da família indo-europeia, como o latim e em consequência o português, os gregos adaptaram alguns símbolos fenícios sem valor fonético em grego para representar as vogais. Este facto pode considerar-se fundamental e tornou possível a transcrição fonética satisfatória das línguas Europeias.

Por ter sido considerado durante séculos como uma língua culta muitos estudos filosóficos e mágicos foram feitos e registrados nesta língua, inclusive em séculos recentes como podemos ver em livros de Eliphas Levi, Francis Barret e outros.

Dentro da pasta de fontes gregas estamos disponibilizando também a fonte Apollonian, uma fonte baseada no grego que surgiu no período da baixa Idade Média e era tida pelos ocultistas como um alfabeto secreto criado por Apolônio de Tiana.


Fonte Hebraica

Enquanto o termo "hebreu", refere-se a uma nacionalidade, ou seja especificamente aos antigos israelitas, a língua hebraica clássica, uma das mais antigas do mundo, pode ser considerada como abrangendo também os idiomas falados por povos vizinhos, como os fenícios e os cananeus. De facto, o hebraico e o moabita são considerados por muitos, dialectos da mesma língua.

O hebraico assemelha-se fortemente ao aramaico e, embora menos, ao árabe e seus diversos dialetos, partilhando muitas características linguísticas com eles.

O hebraico também mudou. A diferença entre o hebraico de hoje e o de três mil anos atrás é que o antigo era um abjad ou seja, não possuía vogais para formar sílabas. As vogais foram os sinais diacríticos inventados pelos rabinos para facilitar na pronúncia de textos muito antigos e posteriormente desativados, nos meios de comunicação atuais.

Não existe um estudioso ou praticante sério de magia que nunca tenha cruzado com o hebraico. Durante a idade média o estudo da cabala e o desenvolvimento mágico da cultura dos judeus influenciou praticamente todos os grandes magos dos quais já ouvimos falar. De livros que exaltam a grandiosidade de Deus a tratados que ensina a chamar demônios de forma que se manifestem e obedeçam ao operador o hebraico se tornou a base para a confecção de sêlos e sigilos mágicos, círculos de evocação, amuletos de proteção e muito mais.

É uma língua que se torna indispensável para o estudioso da magia medieval, da cabala e da demonologia. E com esta fonte se torna muito mais fácil se criar novos amuletos e sigilos sem a necessidade de um domínio completo da grafia original das letras.


Hieróglifos Egípcios


Hieróglifo ou Hieroglifo é cada um dos sinais da escrita de antigas civilizações, tais como os egípcios, os hititas, e os maias. Também se aplica, depreciativamente, a qualquer escrita de difícil interpretação, ou que seja enigmática. Originário duas palavras gregas: ἱερός (hierós) "sagrado", e γλύφειν (glýphein) "escrita". Apenas os sacerdotes, membros da realeza, altos cargos, e escribas conheciam a arte de ler e escrever esses sinais "sagrados".

A escrita hieroglífica constitui provavelmente o mais antigo sistema organizado de escrita no mundo e era vocacionada principalmente para inscrições formais nas paredes de templos e túmulos. Com o tempo evoluiu para formas mais simplificadas, como o hierático, uma variante mais cursiva que se podia pintar em papiros ou placas de barro e, ainda mais tarde, com a influência grega crescente no Oriente Próximo a escrita evoluiu para o demótico, fase em que os hieróglifos iniciais ficaram bastante estilizados havendo mesmo a inclusão de alguns sinais gregos na escrita.

Os hieróglifos foram usados durante um período de 3500 anos para escrever a antiga língua do povo egípcio. Existem inscrições desde antes de 3000 a.C. até 24 de Agosto de 394, data aparente da última inscrição hieroglífica, numa parede no templo de Ilha de Filae. Constituíam uma escrita monumental e religiosa, já que eram usados nas paredes dos templos, túmulos, etc. havendo poucas evidências de outras utilizações. Durante os mais de três milênios em que foram usados, os egípcios inventaram cerca de 6900 sinais. Um texto escrito nas épocas dinásticas não continha mais do que 700 sinais, mas no final desta civilização já eram usados milhares de hieróglifos, o que complicava muito a leitura, sendo isso mais um dos fatores que tornavam impraticável o seu uso e levaram ao seu desaparecimento.

O arquivo que estamos disponibilizando traz os hieróglifos do chamado "alfabeto" egípcio. São estes os sinais hieroglíficos que mantiveram o seu valor fonético praticamente inalterado durante mais de 3000 anos, desde os tempos pré-dinásticos até ao século 5 d.C.


Alfabeto Kemético

Kemet era o nome do antigo egito, (kṃt), ou "terra negra" (de kem, "negro"). Como vimos, as formas mais antigas de hieróglifos era pictogramas mas com o tempo eles evoluiram para um sistema escrito muito similar ao chines, onde cada caracter representava tanto sílabas quanto palavras.

E assim se desenvolveu um alfabeto que apesar de se manter sofisticado como os pictogramas anteriores - por exemplo a letra que significava boca podia ser seguida por um determinativo (um tipo especial de caracter que servia para indicar o sentido de letras individuais) que determinasse se a boca estava relacionada com o ato de comer ou de conversar.

Com o passar do tempo este alfabeto evoluiu ainda mais, onde cada simbolo se
torna uma letra que indicava o primeiro som da palavra e se cria um sistema que indicava se o símbolo deveria ser interpretado como uma palavra completa ou apenas como uma letra.

As fontes apresentadas aqui não são simples transcrições do alfabeto latino, algumas letras não possuiam relações com as nossas modernas algumas faltavam, outras eram adições, e o sistema numérico está mais próximo do romano do que do árabe. Aqui temos duas versões desta fonta a cursiva e uma com ângulos que era a forma como ela era gravada em pedra, metais ou madeira.


Malachim

Outra das escritas criadas por Agrippa. Ela foi derivada também dos alfabetos grego e hebraico e até hoje é usada, em certo grau, por maçons modernos. Esta versão foi feita em cima da que aparece no Biblioteca Magna Rabbinica de Bartolozzi editado em 1675.


Travessia do Rio

Mais uma fonte de Agripa, também conhecida como Passage de Fleuve. Este alfabeto foi derivado do alfabeto hebraico. Este alfabeto era usado para se escrever de forma que aquilo registrado não pudesse ser compreendido e também em sigios e selos mágicos.


Runas

As runas são um conjunto de alfabetos relacionados que usam letras características (também chamadas de runas) e eram usadas para escrever as línguas germânicas, principalmente na Escandinávia e nas ilhas Britânicas.

Em todas as suas variedades, as runas podem ser consideradas como uma antiga forma de escrita da Europa do Norte.

As inscrições rúnicas mais antigas datam de cerca do ano 150, e o alfabeto foi substituído pelo alfabeto latino com a cristianização, por volta do século VI na Europa central e no século XI na Escandinávia.

Elas também eram usadas como oráculos, ou Runemal como era chamada a esta arte pelos iniciados.

Contam as lendas vikings que os deuses moravam em Asgard, um lugar localizado no topo de Yggdrasil, a Árvore que sustenta os nove mundos. Nesta árvore, o deus Odin conheceu a sua maior provação e descobriu o mistério da sabedoria: as Runas. Alguns versos do Edda Maior, um livro de poemas compostos entre os séculos IX e XIII, cantam esta aventura de Odin em algumas de suas estrofes:

"Sei que fiquei pendurado naquela árvore fustigada pelo vento,
Lá balancei por nove longas noites,
Ferido por minha própria lâmina, sacrificado a Odin,
Eu em oferenda a mim mesmo:
Amarrado à árvore
De raízes desconhecidas.

Ninguém me deu pão,
Ninguém me deu de beber.

Meus olhos se voltaram para as mais entranháveis profundezas,
Até que vi as Runas.

Com um grito ensurdecedor peguei-as,
E, então, tão fraco estava que caí.

Ganhei bem-estar
E sabedoria também.

Uma palavra, e depois a seguinte,
conduziram-me à terceira,
De um feito para outro feito."

Esta é a criação mítica das Runas, na qual o sacrifício de Odin (que logo depois foi ressucitado por magia) trouxe para a humanidade essa escrita alfabética antiga, cujas letras possuiam nomes significativos e sons também significativos, e que eram utilizadas na poesia, nas inscrições e nas adivinhações, mas que nunca chegaram a ser uma língua falada.

Graças a estas crenças as runas sempre tiveram um significado que ia além da simples função de uma letra ou um simples alfabeto. E aqui disponibilizamos alguns tipos diferentes de runas:

Runas Futhark

A forma rúnica mais antiga usada pelas tribos germânicas, ela aparece em inscrições em artefatos como jóias, amuletos, ferramentas, armas e pedras. Mais tarde foi simplificada na Escandinávia e depois alterada pelos anglo-saxões e Frisões, mas diferente dessas novas versões que permanece em uso até os dias de hoje, a sabedoria do Futhark antigo foi perdida e apenas em 1865 pode ser novamente decifrada pelo estudioso noruegues Sophus Bugge.

Runas Germânicas

Uma outra versão das Runas Futhark

Runas Inglesas

Conhecidas como Futhorc, a versão desenvolvida pelos anglo saxões das 24 runas Futhark originais, que continha entre 26 e 33 caracteres. Teve seu uso iniciado no século V.

Runas de Cthulhu

Contém três tipos diferentes de caracteres, os hieroglifosde Cthulhu, pictogramas que trazem símbolos que fazem parte do universo lovecraftiano. As Runas de Cthulhu, caracteres desenvolvidos com o mesmo princípio das runas. O afabeto de Nug-Soth, como mostrado no necronomicon.

Apesar de apenas o alfabeto de Nug-Soth ter um valor "histórico" por aparecer em uma das primeiras versões do Necronomicon, os outros dois alfabetos se tornaram populares entre alguns praticantes de magia negra e magia do caos e são muito utilizados em trabalhos que envolvam o Mito Lovecraftiano ou belíssimas reproduções de novas versões (ou versões antigas, como preferir) do tomo escrito por Abdul Al-Hazred.


Sânscrito

A língua sânscrita, ou simplesmente sânscrito, (संस्कृत; em devanāgarī, pronuncia-se saṃskṛta) é uma língua da Índia, com uso litúrgico no Hinduísmo, Budismo, Jainismo. O sânscrito faz parte do conjunto das 23 línguas oficiais da Índia.

Com relação à sua origem, a língua sânscrita é uma das línguas indo-européias, pertencendo, portanto, ao mesmo tronco lingüístico de grande parte dos idiomas falados na Europa. Um dos sistemas de escrita tradicionais do sânscrito é o devanāgarī, uma escrita silábica cujo nome é um composto nominal formado pelas palavras deva ("deus", "sacerdote") e nāgarī ("urbano(a)"), que significa "[escrita] urbana dos deuses". O sânscrito foi registrado ao longo de sua história sob diversas escritas, visto que cada região da Índia possui uma escrita e uma tradição cultural particularmente diferenciada. A escrita devanágari (seu nome, em português, é acentuado como proparoxítona) acabou-se tornando a mais conhecida devido a ser a mais utilizada em edições impressas de textos originais.

É uma das línguas mais antigas da família Indo-Européia. Sua posição nas culturas do sul e sudeste asiático é comparável ao latim e o grego na Europa e foi uma proto-língua, pois influenciou diversas outras línguas modernas. Ela aparece em forma pré-clássica como o sânscrito védico, sendo o idioma do Rigveda o seu estado mais antigo preservado, desenvolvido em torno de 1500 a.C.[1]; de fato, o sânscrito rigvédico é uma das mais antigas línguas indo-iranianas registradas, e um dos membros mais antigos registrados da família de línguas indo-européias[2]. O sânscrito é também o ancestral das linguagens praticadas da Índia, como o Pali e a Ardhamgadhi. Pesquisadores descobriram e preservam mais documentos em sânscrito do que documentos em latim e grego. Os textos védicos foram escritos em uma forma de sânscrito.


Alfabeto Tebano

As origens do alfabeto Tebano se perderam há muito tempo, ele é conhecido como as Runas de Honório - já que muitos atribuem sua criação a Honório de Thebas, mas durante a idade média ficou conhecido também como o alfabeto das bruxas.

Este alfabeto é notável por não possuir nenhuma correspondência com o alfabeto latino, à excessão das letras j e u (ou I e V). Ele surgiu a primeira vez na publicação Polygraphia de Johannes Trithemius, de 1518. Enquanto Trithemius o atribuia a Honório, seu estudante mais conhecido, Agrippa, o atribuiu a Pietro d'Abano.

Hoje em dia este alfabeto é muito usado por praticantes de Wicca e outras formas mais antigas de paganismo. Alguns o chamam também de Escrita Angélica(l) e é usada também como forma de comunicação com anjos já que muitos crêem que caso se queira pedir algo para um anjo a chance de ser agraciado com um resultado positivo é muito maior caso se use esta escrita.


Alfabeto das Adagas

Este alfabeto é uma cifra baseada no alfabeto latino e é usado para propósitos mágicos, como desenvolver imagens, selos ou mesmo textos inteiros. Existem inclusive cartas como as de taro e peças como as de dominó que usam esses símbolos como formas divinatórias, ele aparece a primeira vez no livro A Visão e A Voz de Aleister Crowley.


BÔNUS


Além das fontes de símbolos, nós coletamos algumas fontes desenvolvidas pela Howard Philips Lovecraft Historical Society para fins mais lúdicos. Inspirada pelos contos do autor essas fontes reproduzem os meios de comunicação de época de forma extremamente fiel. Estas fontes podem ser usadas por pessoas que desejem dar uma aparência antiga e real para documentos, tratados e mesmo panfletos e livros.

HPLHS-OldStyle1, PLHS-OldStyle Italic, HPLHS-OldStyle Small Caps, são fontes digitalizadas diretamente do catálogo Linotype da década de 1930.

HPLHS-Blackletter é uma fonte texturizada e irregular que simula uma letra escrita à mão inspirada no engravador frances Charles Demengeot. É o tipo de letra usada para se escrever tomos de ocultismo que parecem ter sido escritos por monges loucos.

HPLHS-WW2Blackletter foi baseada em documentos alemães reais da década de 1930. Existe em duas versões: uma com ornamentos e outra sem.

HPLHS-Telegram é uma réplica detalhada das fontes usadas em telegramas reais da Western Union nas décadas de 1920 e 1930.

HPLHS-Headline One é uma réplica das letras usadas em cabeçalhos de jornais da época.


HPLHS-Headline Two é uma adaptação mais rústica da fonte Erbar, usada nas máquinas de linotipo usadas para o corpo das notícias em jornais das décadas de 1920 e 1930.

HPLHS-SlabSerif é um alfabeto condensado baseado nas letras esculpidas em madeira, era muito usado em subtítulos em notícias de jornais, posteres de procurados e outras coisas do tipo.


NOTA

É importante notar que todas as fontes aqui apresentadas tem como o objetivo complementar trabalhos mágicos. Muitas delas faziam partes de sistemas que possuem uma gramática própria enquanto outras eram apenas transliterações. Caso você não tenha conhecimento dos sistemas em que elas são utilizadas elas ainda servem como curiosidade. Mas as fontes e caracteres por sí próprios não possuem muito valor, é necessario um estudo para saber como utilizá-los da maneira correta.